FONTE RUBRA
Gustaf abria os olhos lentamente, encarou a imagem do quarto hospitalar dar um giro de trezentos e sessenta graus bem diante dele antes de entrar totalmente em foco. Agarrou firme as ripas da cama, com medo de girar junto com o quarto, Já fazia mais de uma semana que o garoto sofria de alucinações recorrentes,causadas pelos resquícios do veneno da manticora que ainda corria em seu sangue, era difícil pra ele distinguir a alucinação da realidade. Esfregou firme as pálpebras, focando sua atenção no garoto moreno dos cachos cheios e definidos e covinhas perfeitas que acabara de entrar na sala e o encarava impressionado.
MICHAEL: Hola, cómo estás? ( Disse amistoso com o sotaque da sua terra natal)
GUSTAF: Olá, estou bem, acho?na medida do possível, espera ( Disse dando uma pausa dramática) Como vou saber se você é real ou só mais uma das minhas alucinações? ( Disse, o garoto o encarou confuso.)
MICHAEL: yo soy real, até demais na minha opinião.
GUSTAF: Uma alucinação me diria exatamente a mesma coisa,Preciso que me Prove que você é real.
MICHAEL: Provar? Como?, já sei, eu te belisco e você me belisca, eu vi isso num filme uma vez. Puede ser? ( Disse se aproximando da cama do rapaz.)
GUSTAF: Tudo bem. ( Disse esticando o braço para o garoto que não perdeu tempo e lhe deu um beliscão, Gustaf retribuiu o favor na mesma intensidade. )
GUSTAF:Porra! ISSO DOI ! ( Disse esfregando o próprio braço.)
MICHAEL: Isso foi real o suficiente para ti?
GUSTAF: Até demais cara.
Michael sentou-se ao lado de Gustaf na cama sem pedir permissão, pegando o garoto totalmente desprevido, o coração de Gustaf quase saltou pela boca com a aproximação repentina do garoto, ao sentar Michael apoiou as mãos em cima da mão de Gustaf sem querer, tirando rapidamente logo em seguida, Gustaf enrubesceu quase que imediatamente. Michael percebeu mas não disse nada.
MICHAEL: Então, me diz, como é ser atacado por um monstro mitológico que normalmente só se vê nos livros? ( Disse empolgado )
GUSTAF: Apavorante, na moral, não achei que daria conta, pra falar a verdade não dei, mas acho que valeu a experiência.
MICHAEL: Veja pelo lado bom, você vai ter uma história incrível pra contar e uma cicatriz fodona para exibir. Nem todos tem essa sorte.
GUSTAF: Não sei se chamaria o fato de ser envenenado e sofrer com alucinações recorrentes de sorte,mas entendi o que você quis dizer.
MICHAEL: Cara, te trouxe uma parada ( Disse, enfiando uma das mãos no bolso de seu moletom.) Balinhas azedinhas, são deliciosas, e o melhor de tudo, explode na boca, deixando ela completamente azul. tienes que experimentar. ( Disse, lhe entregando um punhado do doce na palma de sua mão. )
GUSTAF: Você não tá tentando me envenenar está? ( Disse, averiguando as balinhas com desconfiança. )
MICHAEL: Eres desconfiado né, Relaxa,Se eu quisesse te envenenar te daria Churros com acônito, muito mais eficiente. ( Disse com uma certeza alarmante, dando a entender que já fizera isso alguma vez.Gustaf o encarou espantado.)
GUSTAF: Porra! Isso é bom. ( Disse sentindo a bala estourar em sua boca,azedando completamente seu paladar. ) É azedo pra caralho, mas é bom, eu gosto. ( Disse fazendo careta.)
MICHAEL: Caralho, mano, sua boca tá muito azul. Olha isso ( Disse, lhe entregando o celular, a imagem do seu dente completamente azul refletia na tela preta.)
GUSTAF: Porra, está mesmo,que dahora, mas vem cá essa merda sai né? ( Disse ligeiramente preocupado esfregando a ponta dos dedos sistematicamente nos dentes da frente.)
MICHAEL: É claro que sai, daqui uns dois, três meses.
GUSTAF: O QUE? Ta zuando né? ( Disse arregalando os olhos apavorado)
MICHAEL: Estou ( Riu) Fica tranquilo, daqui umas oito ou nove horas, seu dente estará branquinho de novo.
GUSTAF: Nove fucking horas? Bom ,não importa, não vou a lugar nenhum mesmo. Nunca pensei que diria isso , mas estou com saudade de frequentar as aulas. Não aguento mais a porra do tédio. ( Disse entediado)
MICHAEL: Y usted sabe por mais quanto tempo vai ter que ficar aqui?
GUSTAF: Cara, espero sair daqui o quanto antes, mas de acordo com o Doutor Diaz só terei alta, quando a porra das alucinações pararem. ( Disse cabisbaixo.)
MICHAEL: Também espero cara, você faz falta, principalmente nos treinamentos de batalha, juntos éramos imbatíveis, fazemos uma dupla e tanto, sabe disso né? ( Disse encarando os olhos amendoados do garoto, que perdeu a fala encabulado, Gustaf nutria sentimentos confusos em relação ao amigo, e naquele momento esses sentimentos nunca estiveram tão claros, e isso o apavorou completamente.)
Matthew entrou Subtamente no quarto, quebrando o clima de constrangimento que pairava no ar graças a Gustaf, que teria uma dívida eterna com o irmão por ter interrompido a conversa.
MATTHEW: Estou interrompendo alguma coisa irmão?
GUSTAF: O que? E o que teria para interromper ? De jeito nenhum, pode entrar. ( Disse tentando esconder o desespero, falhando miseravelmente. )
Michael percebeu a situação e não conseguiu disfarçar o sorrisinho de canto, se levantou subtamente, ficando em pé do lado da cama de Gustaf. Matthew foi se aproximando do rapaz naturalmente.
MATTHEW: Eai, beleza cara,Eu sou Matthew irmão do envenenado aqui, e você é? ( Disse comprimentando o garoto com um toque de mão. )
- Michael ( Disse ele.)
MATTHEW: Prazer em conhecê-lo Michael. Espera um pouco ( A ficha caindo para desespero de Gustaf que desejava com todas as suas forças que aquilo fosse tudo alucinação da sua cabeça. )
_ Então você é o famoso Michael ?
MICHAEL: Famoso? ( Disse confuso)
MATTHEW: Você não sabia? Você é a celebridade número um do meu irmão, ele não tira o seu nome da boca. ( Disse zombeteiro, encarando Gustaf, que o fusilava com o olhar )
GUSTAF: O QUE? NÃO, É QUE, BEM, PORRA. ( Disse se enrrolando todo, queria morrer. Michael o fitava encabulado.)
MATTHEW: Qual é, vocês não são tipo uma dupla? Cansei de ouvir histórias de como vocês são imbatíveis juntos, e blá, blá, blá, então Porra, foi isso que eu quis dizer com famoso, não sei qual é o problema nisso? ( Disse cinicamente, tentando reverter a situação.)
GUSTAF: Problema nenhum.
( Disse encerrando o assunto.)
MATTHEW: Mas que merda é essa azul na sua boca? Mamou um smurf ? ( Disse comicamente encarando os dentes manchados do irmão incrédulo )
Michael não aguentou o comentário peculiar de Matthew e caiu na gargalhada.
MICHAEL: Usted é engraçado. ( Disse sincero, havia simpatisado com o garoto.)
GUSTAF: É, ele é, quase um gênio da comédia. ( Disse irônico. )
MATTHEW: E sou mesmo, um gênio incompreendido.
MICHAEL: Mierda, perdi completamente a hora, tenho aula de esgrima daqui a cinco minutos, Cara venho te visitar na hora do almoço beleza, roubo um x-Burger com fritas pra você.
GUSTAF: Tudo bem cara, olha que eu vou cobrar o X-burguer.
MICHAEL: Cara, foi um prazer te conhecer, não é todo dia que a gente conhece um gênio incompreendido da comédia. ( Disse a Matthew antes deixar o quarto.)
MATTHEW: Gostei desse cara. ( Falou espiando por cima dos ombros o garoto sair pelo corredor.)
MATTHEW: Ele é Gostoso. ( Disse implicando com o irmão.)
GUSTAF: Cala a boca.
Não era a primeira vez que Matthew o visitava, na verdade, sua presença era corriqueira desde do incidente, Gustaf não achava necessário que o irmão o visita-se todos os dias, achava um exagero, mas não dizia nada, por mais irritante que Matthew fosse ele o amava, e demonstrar preocupação era a sua forma de dizer isso. Não demorou muito até que deixa-se o quarto, sua visita desta vez fora rapida e sucinta, e quando deu por si, Gustaf encarava o quarto vazio, outra vez, sozinho, apenas com o seu tédio para lhe fazer companhia.
Matthew estava quase dobrando o corredor, distraído, o olhos fixos no smartphone em sua mãos, enquanto os pés caminhavam por si só sem direção. Sentiu seu corpo se chocar subtamente em algo duro, perdeu o equilíbrio e se estabacou no chão em cima do garoto loiro, que praguejava rudimente, enquanto encarava o equipamento que carregava, se espalhar pelo piso de marmore branco.
ENZO: Mas que Merda, Porra! ( disse resmungando, enquanto se desvencilha-va do rapaz. )
MATTHEW : Foi mal cara, a culpa foi minha, me desculpe. ( Disse encabulado, levantando-se meio desorientado.)
ENZO: Mas é claro que foi, por acaso você é cego, ou só burro? Presta a atenção enquanto anda na próxima vez. ( Disse rude até demais, ajoelhado ao lado da caixa de papelão, tentando reunir o quanto pudesse dos aparelhos ali espalhados usando apenas uma das mãos. )
MATTHEW: Eu já te pedi desculpas, não precisa me tratar assim porra. Espera, Enzo? ( Disse, surpreso encarando seu rosto pela primeira vez, o garoto ergueu a cabeça a menção de seu nome.)
ENZO: Matthew? Nossa, desculpa cara, não sabia que era você, peço perdão novamente pela minha grosseria, é que eu to puto pra caralho com essas coisas( disse encarando as peças mecanicas em sua mão.) , não deveria ter descontado em você.
MATTHEW: Tudo bem, fica frio, tá puto por que? O que elas fizeram pra você? ( Disse descontraido, agachando-se para ajuda-lo a colocar o resto das peças de volta na caixa .)
ENZO: Nada de mais, é só um projeto que eu estou desenvolvendo, que não está dando muito certo. ( Disse, colocando o último objeto dentro da caixa. Levantou-se com dificuldade, apoiando a caixa ao lado da cintura, com a unica mão que lhe restará. )
MATTHEW : Posso saber do que se trata? Talvez eu possa ajudar. ( Disse prestativo, ele encarou o toco no fim do braço esquerdo de Enzo, desviando o olhar logo em seguida. Constrangido.)
ENZO: Por favor, toda ajuda é bem vinda ( Disse colocando a caixa desajeitadamente no chão, retirando dela um objeto feito de bronze.) É so um protótipo, a versão final será bem melhor, eu espero. ( Disse lhe entregando o protótipo de bronze. )
MATTHEW: Porra cara, isso tá de mais. Espera, qual é o problema? Pra mim parece perfeito. ( Disse encarando minuciosamente o protótipo de uma mão mecanizada, o bronze reluzia intensamente com os feichos dourados de luz que trampassavam da vidraça.)
ENZO: Estou com certa dificuldade em ligar as funções motoras da máquina ao meu cerebelo, sem falar, que não sei como conciliar as funções pragmáticas dos movimentos corriqueiros do dia a dia com a projeção das rajadas de energia sinética que pretendo produzir a partir da palma. ( Disse franzindo o cenho, preocupado.)
MATTHEW: Ual, vai com calma ai Tony Stark. Uma coisa de cada vez. ( Disse encarando-o admirado.)
ENZO: Tony quem? ( Perguntou confuso, sem entender a referência.)
MATTHEW: É um super heroi, de um filme da terra que Higor me obrigou a assistir, até que não foi tão ruim quanto pensei que seria, mas esquece isso, Eu vou te ajudar com isso, duas cabeças brilhantes pensam mais que uma, ainda mais a minha sendo a mais brilhante de todas. ( Disse se gabando, o garoto revirou os olhos comicamente .) Mas temos que ser rápidos, tenho uma aula importante hoje que infelizmente não posso cabular. Deixa que eu levo isso pra você seu maneta. ( Disse carregando a caixa consigo enquanto atravessavam o corredor.)
ENZO: Como quiser tocha humana. ( Disse brincalhão, acompanhando o garoto. Até desaparecerem de vista.)
ALFEA
Higor entrou na biblioteca as presas totalmente alarmado, e encontrou a figura imponente de um homem, lhe esperando, em pé, em frente ao enorme vitral, com vista para o jardim, as folhas dos grandes Pinheiros bruxuleavam com o vento fresco da manhã.
EMORIEL: Até que enfim, achei que não fosse vir. ( Disse subtamente, sua voz era grave e firme, como um trovão numa tarde de verão, ao mesmo tempo era calmo e compassivo. Não sabia como explicar as complexidades de Emoriel.)
HIGOR: Não sabia que estava esperando por mim, na verdade nem sei como cheguei aqui, normalmente eu evito essa área do castelo, se é que me entende. ( Disse despretensiosamente como se falasse com um conhecido qualquer, e não com um Homem de olhos terrivelmente dourados, tatuado dos pés a cabeça, e vestindo uma túnica branca sacerdotal, há, mas é claro, tirando o fato de que é mais velho que a própria Alfea. )
Sua ficha caiu antes mesmo dele formular a próxima pergunta.
HIGOR: Mas que Porra, você é o cara do meu sonho, quer dizer visão, a não sei mais nem como chamar essa merda. Emoriel não é? O que está fazendo aqui? Espera, isso é real ou estou sonhando de novo? ( encarava confuso o ancião. )
EMORIEL: E isso importa?
HIGOR: Mas é claro que importa, nunca se sabe quando eu vou acordar, ou que parte do castelo eu vou incendiar desta vez. Acredite em mim, não aguento mais essa situação de merda.
EMORIEL: Enquanto Não aprender a controlar a chama dentro de você, essas situações de Merda como você diz, vão continuar acontecendo.
HIGOR: Deixa eu adivinhar, você está aqui pra me ensinar a controla-las é isso, você é a minha versão de Yoda desse lugar?
EMORIEL: Não, muito pelo contrário, estou aqui para extinguir completamente o poder que habita em você ( Disse, soando mais como ameaça do que qualquer outra coisa, os olhos dourados assumiram um brilho intenso quando um raio de sol transpasou o vitral. Sua pele negra como o ébano brilhava ainda mais que os próprios olhos, se é que isso era possível. )
HIGOR: Extinguir? Não sei muito bem o que essa palavra significa mas não me parece coisa boa. ( Disse, sentiu um calafrio atravessar sua espinha, ele sabia muito bem o que aquela palavra significava,mas se fez de desentendido, queria ver até onde Emoriel iria mesmo estando morrendo de medo de descobrir.)
EMORIEL: Significa que vim corrigir um erro do passado que pensei ser incorrigível, mas que na atual situação possa ser imprescindível. ( Disse mais sombrio que o normal.)
HIGOR: Do que é que você está falando?
EMORIEL: Você não sabe mesmo não é? Não tem a mínima idéia do que habita em você?
HIGOR: Do que habita em mim? Mas que merda sinistra é essa que você está falando cara. ( Disse, levantando ligeiramente a voz, já estava farto de tanta enrolação, desejava ir direto ao ponto, seja ele qual fosse.)
EMORIEL: Você ouve vozes não ouve garoto? Ela conversa com você, não conversa? Lhe dá ordens, te diz o que fazer?
HIGOR: Quer dizer a voz sinistra que disse pra eu não confiar em você, claro, estou quase considerando o conselho. A propósito ninguém me dá ordens, muito menos me diz o que fazer. O que você quer Emoriel, quem é você, e que merda tá acontecendo comigo. ( Era quase uma súplica, Emoriel o encarou pesaroso.)
EMORIEL: Gostaria de responder todas as suas perguntas garoto, mas a verdade é que eu não posso, não aqui, não agora, tudo em seu tempo, embora eu acredite que tenha passado tempo de mais, isso tudo é culpa minha, e pretendo resolver o quanto antes. No entanto neste momento só posso lhe dar um conselho. Não de ouvidos a essa voz. Essa força que divide o corpo com você já foi boa no passado, mais não é mais.
HIGOR: Que divide o corpo comigo, mas que porra isso quer dizer?
EMORIEL: Me passa o Mel. ( Disse com voz de mulher.)
Higor foi subtamente sugado por um vórtice de pensamentos que o arrancou com brutalidade de onde estava, transportando sua mente para o momento atual sem pedir permissão.
MILLY: Oi, terra chamando Higor, você tá ai cara, parece hipnotizado sei lá? ( Disse balançando sistematicamente uma das mãos na frente do rosto do rapaz que a encarava completamente confuso. )
HIGOR: Milly? O que? Aonde eu estou? isso não se parece em nada com a biblioteca. ( Disse desorientado, olhando ao seu redor.)
MILLY: Deve ser porque esse é o refeitório, você está bem? Parece um maluco. ( Disse sem tato nenhum, se inclinado sobre a mesa para pegar o mel já que o garoto não estava em condições de fazer isto. )
HIGOR: Porra, era só o que me faltava, além dos pesadelos e das visões pertubadoras enquanto durmo, agora estou sonhando acordado, Não a nada tão ruim que não possa piorar. ( Disse agourento esfregando as temporas desgostoso.)
MILLY: O que quer dizer com isso? ( o encarava concentrada enquanto despejava mel em sua panqueca.)
HIGOR: Esquece,ae ,por acaso algum de vocês viu o Matthew por ai, ele não dormiu em seu quarto ontem a noite, e não vejo ele desde Então, Já estou ficando um pouco preocupado.
LAUREN: Vi ele saindo do quarto da sua namorada hoje de manhã, e ele parecia estar com muita pressa. ( Disse despreocupada se servindo de mais um pedaço generoso de torta de abacaxi. )
FAYE: Quantas vezes eu vou ter que te explicar que eu não namoro com ninguém, mas que caralho, você é lesada ou se faz? ( Disse rudemente, atravessando o corredor por entre as mesas, com Cassie em seu encalço, ela passou direto por Higor, parecendo não nota-lo, isso o incomodou um pouco, porém a garota se redimiu logo em seguida, sentando com a amiga de frente para ele. Ela lhe deu uma piscadela nada discreta e ele a retribuiu com um sorriso.)
LAUREN: Grossa, acho que alguém levantou do lado errado da cama hoje.
Faye a ignorou, servindo-se de uma quantidade exagerada de molho picante, quem comia tacos no café da manhã? Pensou Higor, Faye aparentemente, esse fato curioso sobre a garota que gostava o divertiu. Tirou os olhos por um minuto de Faye para se dirigir a Garota de Cabelos completamente brancos e olhos claros ao lado dela.
HIGOR: Cassie, Matthew passou a noite no seu quarto, não é? Sabe onde ele está? ( Disse sem pensar, depois percebeu que a pergunta poderia constrange-la, mais já era tarde. Porém no entanto isso não pareceu afetar em nada a garota que lhe lançou um olhar entediada)
CASSIE: Sim, mas ele saiu de manhã bem cedo, foi para Fonte Rubra, visitar o irmão. ( Disse tomando um gole de suco de romã)
Higor se tranquilizou um pouco. Desdo incidente, que ele mesmo provocará, no qual quase carbonizou o amigo, Higor se sentia responsável por ele, mesmo não tendo esse direito. Não sabia explicar, mas o ocorrido tinha lhe despertado uma espécie de senso de proteção pelo garoto.( Só se for pra Protege-lo dele mesmo pensou.)
MILLY: Ele vai cabular aula outra vez? Ele que nem pense em me amolar, pois não vou lhe emprestar minhas anotações de novo. ( Disse, segurando o caderno contra o próprio peito, como se o tivesse protegendo de ladrões cabuladores de aula.)
CASSIE: Descança nerd, ele não precisa mais de você, agora tem uma namorada para emprestar as anotações para ele. ( Disse enciumada, Faye zombou da cara dela, isso a constrangeu um pouco.)
SAMANTHA: Falando em aula, estou muito ansiosa para a próxima, vocês não estão? O professor Palladium finalmente vai levar a gente pra famosa sala de simulação, me admira muito Matthew não estar aqui, já que ele era o mais ansioso de nós para entrar naquela sala.
HIGOR: Sala de simulação, o que ela faz? E porque é tão famosa? ( Disse, dando uma garfada na torta de maça de Faye que já havia largado os tacos para se concentrar na sobremessa.)
FAYE: O nome por si só já é auto explicativo mané, É uma sala de simulação, ela simula ( Disse zombando do garoto que não pareceu ofendido) além do mais, você faz muitas perguntas, é irritante. ( Disse, o garoto lhe roubou mais um pedaço de torta em sinal de protesto.)
CLOUDY TOWER.
Spike Pemberton revirava um baú velho, atrás de algo importante, estava reunido com os irmãos no alto da torre norte como de costume, que era castigada pelos relâmpagos da tempestade lá fora como de costume, o clima em Cloudy Tower quase sempre era caótico, mesmo no verão.
SPIKE: Mas que Merda, Droga, essa tralha é inútil, nenhum mísero amuleto ou totem acumulador de magia. Não sei porque ainda coleciono essas porcarias. ( Disse sem paciência, lançando o baú com brutalidade para o lado, espalhando toda a tralha inútil pelo piso de calcário. )
ZEKE: Desista irmão, nenhum amuleto nesse castelo terá magia suficiente pra realizar o que você tem em mente. E sem os nossos poderes, bem, as chances de você conseguir isso são praticamente inexistentes. ( Disse entediado, estava esparramado no sofá, com uma das mãos apoiadas atrás da cabeça, enquanto a outra levava o beck até os labios. Tragando sem pressa a fumaça que saia do seu " cigarro".)
KIMBERLEY: Tudo culpa daquela vaca velha da Griffin, vocês viram a satisfação no olhar daquela vibora enquanto ela tirava nossos poderes, Ridícula, mas isso não vai ficar assim, não vai mesmo. ( Disse irritada, enquanto picotava um buquê de rosas recém colhidas com uma tesoura de jardinagem na força do ódio. )
ZEKE: Vocês não percebem o quanto isso é urgente? Estamos tão perto do nosso objetivo que seria um sacrilégio parar agora, poderiamos colocar tudo a perder. ( Disse se reencostando na sua poltrona de encosto gigantesco. As feições extremamente serias.)
ZEKE: Cara, me atualiza porque eu acho que eu perdi alguma coisa, estamos perto de alcançar o que? Porque na moral, nunca estivemos tão longe de conseguir a chama do Dragão, ou mudamos de objetivo e você não me avisou. ( Disse relaxado, a fumaça saindo através das narinas com elegância.)
SPIKE: Você já foi mais esperto irmão. Acho que ficar com aquele fadinha vira-casaca o emburreceu.
ZEKE: Deixa o James fora disso Spike, e pelo amor de Morgana já passou da hora de você aceitar que ele é um bruxo, tão bruxo quanto qualquer um de nós. ( disse irritado, não gostava da forma como Spike se dirigia ao, bom não sabia definir o que ele e james eram. Só que estava apaixonado por ele.)
KIMBERLEY: Mas que fofo, defendendo o namoradinho. ( Disse implicante, o buquê de flores completamente destroçado a sua frente.)
Zeke lançou um olhar congelante a irmã que se calou imediatamente, porém não se desfez da feição debochada que estampava seu rosto.
SPIKE: O que Você visivelmente deixou passar meu Irmão, é que o Merdinha do Higor, demostrou um nivel de poder extraordinário, completamente fora do padrão ou alcance de qualquer novato, ou até mesmo da fada mais experiente de Alfea, isso não o fez sequer questionar a origem de tamanho poder ? Como um "humano" qualquer criado em uma dimensão sem qualquer resquício de magia conseguiria conjurar uma tempestade de fogo daquela amplitude, que vimos na floresta, um poder tão destrutivo quanto a própria chama do Dragão. Vai irmão, vou deixar que mate a charada, não é tão dificil assim. Já lhe dei a resposta de bandeija, apenas diga. ( Disse encarando-o com aqueles Frenéticos olhos verdes . )
ZEKE: Espera, isso não é possível, você está querendo dizer que aquele novato, de alguma forma bizarra da qual você não consegue explicar, carrega o poder da chama do Dragão dentro de si.? ( Disse embasbacado. Completamente incrédulo. )
SPIKE: Exatamente, ainda tenho minhas dúvidas é óbvio, por isso pretendo tira-las o quanto antes, preciso ter total certeza disso, antes de passar para a parte final do meu plano. Mas pra isso, preciso testar aquele imbecil primeiro . Vou precisar de magia pra fazer isso, e não de qualquer magia, de magia poderosa. Que infelizmente, anda escassa por aqui.
KIMBERLEY: Então, o que você pretende fazer sobre isso? ( Disse os olhos verdes totalmente concentrados no irmão, a ponta do dedo sangrava, enquanto ela o pressionava de propósito no caule espinhoso que sobrará das rosas.)
SPIKE: Além de Nós, só conheço uma pessoa com o nivel suficiente de poder que poderia nos ajudar.( O garoto fez uma pausa dramática. )
ZEKE: Diz logo quem é porra. ( Disse impaciente.)
ZEKE: Willow. ( Disse a contragosto sem encarar os irmãos. )
Kimberley soltou uma gargalhada tão alta e estridente que ecoou pelas paredes da torre norte tão forte quanto os trovões que vinham da tempestade.
KIMBERLEY: Você não pode estar falando sério né? ( Riu) puta merda, você está mesmo falando sério, que você é maluco eu já desconfiava, agora suicida é novidade para mim. Willow te detesta, o suficiente pra deixa-lo completamente cego durante quase um mês, ou você se esqueceu disso, elu nunca te ajudaria. Isto está fora de cogitação.
SPIKE: De fato, o meu relacionamento com Willow não é dos melhores, mas acho que com a motivação certa, elu estaria desposto a colaborar. ( Disse receoso sem acreditar totalmente nas próprias palavras. )
KIMBERLEY: Motivação certa, quer dizer que vai ameaçar elu, irmão, você não tá em pocisão de fazer isto, nenhum de nós está, No nosso atual estado, Willow acabaria com agente em um piscar de olhos. A menos é claro, que alguém sem ser você é obvio, intermeie ao nosso favor.
ZEKE: E quem seria esse intermediário, louco e burro o bastante pra aceitar convencer a realeza do Vudu a nós ajudar, se colocando totalmente em perigo, acorda, as pessoas nos odeiam, ninguém arriscaria a própria cabeça pelos Pemberton.
KIMBERLEY: Por todos nós não, por você, James é claro. E ele nem precisaria se arriscar pois ele e Willow são, digamos, bem próximos, sem falar que apesar do nosso irmão Spike ser orgulhoso de mais para admitir, James possuí um poder extraordinário, talvez seja o mais forte de Cloudy Tower depois de nós é claro, com ele e Willow do nosso lado ,Não tem como a gente perder, Se Higor possui mesmo a chama do Dragão, nossa dupla dinâmica possui o poder necessário para descobrir isso.
ZEKE: Agora é você que tá maluca irmã, James jamais aceitaria fazer qualquer coisa que prejudica-se Higor, infelizmente eles são amigos, e não tem nada que eu possa fazer sobre isso. ( Disse achando aquela idéia absurda, James definitivamente não é manipulável, e ele jamais o usaria desta forma, pelo menos não de novo, já tinha apreendido sua lição. )
SPIKE: Mas é exatamente o que você vai fazer irmão, e isso não é um pedido. ( Disse levantando-se de seu acento. Encarando-o com seus olhos frios que se estivesse com seus poderes o congelaria instantaneamente. )
ZEKE: Está me ameaçando irmão? Espero de verdade que não esteja , porque se não teremos um problema aqui. ( Disse aproximando-se de Spike sem medo.)
KIMBERLEY: Calma rapazes , tem testosterona demais na sala, porque vocês não dão uma volta pra esfriar a cabeça, pensar um pouco. ( Disse se colocando entre os irmãos. Vendendo uma falsa imagem Apaziguadora.)
Zeke já estava no corredor quando a irmã o deteve por um instante.
KIMBERLEY: Eu entendo a sua pocisão, de verdade eu entendo mesmo, mas você também precisa entender a nossa, você sabe mais do que ninguém o quanto lutamos e pelo que lutamos, do que abrimos mão para chegar até aqui, e finalmente estamos a um passo de conseguir tudo o que almejamos , não para nós, mas para o nosso povo. A chama do Dragão é o poder que nos faltava para tomar o nosso lugar de direito, para restaurar o esplendor de um passado distante. Não estou pedindo pra você manipular ele, trair ou algo do tipo, mas pra convence-lo de forma limpa e transparente, joga todas as cartas da mesa, e deixe que ele tome a própria decisão, mas não vire as costas pra nossa causa agora, precisamos de você e sei que tomará a decisão certa. Não faça isso por Spike, faça isso por você.
ALFEA:
Higor acabava de entrar na famosa sala de simulação e realmente era tudo o que falavam sobre ela e muito mais, se ele pudesse definir em poucas palavras o que via, diria que se tratava de uma grandiosidade tecnológica. Tinha aparelhos ali que ele nunca havia visto antes, da mais alta tecnologia. Sua turma se reunia aos poucos no centro da sala oval, esperando ansiosamente a chegada do professor, que Higor ainda não conhecia, era a primeira vez que teria aula com ele. Palladium era tão famoso quanto aquela sala. As grandiosas portas de Ambar estavam quase se fechando, quando Matthew passou por elas correndo desesperado, escapando de ser esmagado por um triz.
MATTHEW: Caramba, achei que não fosse chegar a tempo, não iria me perdoar nunca se perdesse essa aula. ( arfava pessadamente, as duas mãos apoiadas sobre o joelho.)
PALLADIUM: Bem vindos a sala de simulação. ( Disse poético, aparecendo subtamente entre os alunos, surpreendendo a todos)
Palladium era alto, talvez a pessoa mas alta que Higor já vira na vida, não chegava a ser um gigante, porém alto o suficiente para ter que se abaixar ao passar pelo batente de uma casa comum, tamanho padrão. Sua pele era clara e seus olhos lembravam e muito uma obsidiana tanto na coloração quanto no brilho, os cabelos incrivelmente lisos e sedosos, eram de um loiro radiante,compridos, deciam quase até o quadril, perfeitamente ajeitado por trás das orelhas pontudas de Elfo, era de uma elegância magistral tanto no comportamento quanto nas vestimentas. Verde definitivamente era a sua cor, perfeitamente combinado com um tom de creme luxuoso, digno da realeza, Se Higor já não soubesse de sua profissão, talvez suspeitaria de que estivesse na presença de um Príncipe Elfo. Algumas garotas suspiravam romanticamente ao fundo, uma delas até teve coragem de externalizar o que estava sentindo.
_ Ele é tão maravilhoso, passaria a vida toda admirando tamanha beleza se eu pudesse.
Outra já fora um pouco mais ousada que a amiga e disse:
_ Eu me casaria com ele sem nem pensar duas vezes, até desistiria da magia se ele me pedisse, me mudaria para o bosque e criaria nossos filhos. ( Os olhos brilhando vidrados, visualizando toda a cena.)
Faye tratou logo de jogar um balde de água fria nos sonhos das garotas.que para ela parecia mais um devaneio.
FAYE: Isso nunca vai acontecer, ele é gay e muito bem casado. ( Disse observando sadicamente o brilho nos olhos da garota desaparecer aos poucos.)
_ Casado com quem? Nós conhecemos? ( perguntou outra curiosa.)
LAUREN: Vocês não sabem? Ele é marido de Avalon que também é professor aqui em Alfea, ensina filosofia mágica para o segundo e quarto ano. Pelos Elfos, Vocês precissam se atualizar mais. ( Disse incrédula. )
CASSIE: Nem todas tem tanto tempo de sobra para bisbilhotar a vida alheia quanto você Lauren.
A garota ia dizer alguma coisa em protesto mas interrompeu-se a si mesma, quando Palladium recomessou a falar.
PALLADIUM: Essa sala, é a obra do mago mais poderoso e da tecnologia mais sofisticada. A luz produzida por esses painéis de Âmbar permite que o nosso poderoso computador crie todo tipo de realidades e ambientes virtuais, as réplicas são absolutamente perfeitas.
MATTHEW: Ual, isso é sinistro. ( os olhos vidrados no Professor, o encarava como um fã que vê o ídolo pela primeira vez, observava cada detalhe da sala deslumbrado, parecia uma criança no no parque de diversões com tiketes infinitos.)
FAYE: Está sala simula qualquer coisa né? Imagina fazer sexo virtual aqui, seria interessante não seria? ( Perguntou a Higor ao pé do ouvido, baixo o suficiente para que só o garoto pudesse ouvir. )
HIGOR: Muito interessante. ( Respondeu, o rosto rubro. A encarava cheio de segundas intenções,a garota gostou disso. )
PALLADIUM: Já que as provas do Primeiro semestre estão chegando, Preparei uma simulação de alguns itens que na certa caíram na prova. Agora vamos conhecer a sala de comando, venham por aqui.
O grupo seguiu o Professor até a sala mais próxima que era ainda mais tecnológica e cercada de aparelhagem futurística de alto nível que a primeira.
MATTHEW: Porra, Cara, acho que eu vou gozar, olha só este lugar , acho que eu morri e vim parar no paraíso.
HIGOR: Então faz isso bem longe de mim seu esquisito. ( disse se afastando do garoto.)
PALLADIUM: Daqui podemos ver tudo o que acontece na sala de simulação. ( Parou em frente a uma gigantesca tv de tela plana.)
_ Temos dois testes para vocês escolherem , olhem . ( Disse, apertando ligeiramente alguns botões no painel de controle. Todos olharam para a tela animados. Onde avatares digitais simulavam tudo o que o elfo descrevia )
PALLADIUM: A primeira opção é, usar a magia pra neutralizar os resultados nocivos dos feitiços maléficos de um grupo de bruxas perversas.
SAMANTHA: Isso me pareceu meio racista, digo, porque tem que ser bruxas, poderia ser um grupo de ogros maléficos em vez disso.
CASSIE: Affs! Descansa militante. ( Disse revirando os olhos para a garota.)
MATTHEW: Olha só os gráficos, incrível,tão realístico, tão sofisticado. Imagina a mente por trás disso tudo, eu daria a minha vida para conheçe-lo, ou melhor, pra passar apenas uma hora conversando com ele. ( Disse completamente obsecado.)
PALLADIUM: Agora a segunda opção, usar a magia para produzir resultados positivos em um ambiente arrasado.( A imagem anterior tremeluziu, e foi substituída pela paisagem completamente destruida de um lugar condenado. )
_ Estejam aqui amanhã para a prova de fim de semestre. Preparem se bem, e venham dispostos, acreditem será uma experiência que vocês não esqueceram tão cedo. ( Disse por fim encerrando a aula.)
FONTE RUBRA
Milly e Sky caminham de mãos dadas pelos jardins de Fonte rubra, que não é tão bem cuidado quanto o de Alfea, mas ainda assim não deixa de ser encantador, a noite está agradável, e perfeitamente apropriada para um encontro, a lua cheia brilha imponente no céu, iluminando o casal que finalmente chega ao seu destino.
MILLY: Ual, nossa Sky, isso está tão lindo, foi você que preparou isso tudo? ( Disse admirada.)
Estava de frente a uma mesa redonda com dois lugares, talheres, taças, castiçais com velas, um buquê de flores, uma garrafa de vinho, dois pratos de porcelana, e uma travessa de alumínio contendo algo que cheirava deliciosamente bem. Tudo perfeitamente posicionado no seu devido lugar.
SKY: Bom, a maior parte foi eu que fiz, mas estaria mentindo se dissesse que eu não tive ajuda. ( a encarava com seus serenos olhos azuis, que brilhavam ainda mais, regados a luz da lua.)
Ele afastou educadamente a cadeira para ela, como um verdadeiro cavaleiro faria. ou melhor ,como um Príncipe. O que realmente era.
Sky: Pra você ( Disse, lhe entregando uma das flores do buquê que enfeitavam o centro de mesa.)
A garota o fitou admirada ao receber a flor.
MILLY: Calendulas. ( Disse, sentindo o perfume suave e acalentador da planta.)
SKY: Suas preferidas.
MILLY: Como você sabe disso? Andou me stalkeando foi?
SKY: Só fiz bem o meu dever de casa.
MILLY: Stalkeando o meu instagram, anda confessa.
SKY: Tá bom, eu me rendo, você me pegou, talvez eu tenha te stalkeado um pouco. Mas estou bem longe de ser considerado um stalker. ( Ela riu.)
SKY: Você está incrivelmente linda essa noite. ( Disse galanteador, enquanto lhe servia um pouco de vinho.)
MILLY: Obrigada, Você também não está mal. ( Brincou.)
SKY: Obrigado, eu acho.
Eles conversaram, trocaram olhares, carícias discretas, elogios sinceros e singelos, serviram-se do jantar, cuidadosamente preparado pelo chefe de Fonte Rubra, ser príncipe tinha seus privilégios, Milly sabia bem disso, pois também era uma princesa. Os dois eram frutos da realeza, reinos diferentes mesmos privilégios. O prato em questão era um delicioso e sofisticado risoto de shiitake, que coincidentemente ou não era o prato favorito da princesa de Solaria. Ela lhe lançou um sorriso radiante Que o iluminou feito um raio de sol mesmo ali, sobre a luz da lua.
Depois do jantar eles seguiram conversando, trivialidades do dia a dia. Até que Brandon foi mencionado em algum momento da conversa. A deixa perfeita, que Milly precisava para tocar num assunto um tanto quanto delicado.
MILLY: Já que estamos falando do Brandon, tem uma coisa que eu gostaria de perguntar, ele é seu melhor amigo né? Vocês conversam sobre tudo? ( bebericou um pouco do vinho de sua taça.)
SKY: Sim, nós conhecemos desde moleques, na verdade crescemos juntos, o pai dele era o chefe da guarda de Eraklyon e melhor amigo do meu pai o rei. E sim conversamos sobre quase tudo, o que exatamente você quer saber?
MILLY: Então, Samantha e Brandon estão meio que ficando eu acho, o problema é que ele parou de falar com ela, do dia pra noite, não atende mais as ligações, não responde as mensagens, ele cortou qualquer contato com ela sem dar nenhum tipo de explicação, e isso me deixa muito puta, ela é minha melhor amiga e ver ela sofrendo por um cara que não tem o mínimo de responsabilidade afetiva me tira do sério. Eu sei que ele é seu amigo, mas deve concordar comigo que isso não é coisa que se faça, ele te falou alguma coisa sobre isso?
SKY: Esse lance é complicado, Brandon é um cara complicado se tratando de relacionamentos, concordo plenamente com você, e inclusive já falei com ele sobre isso, pra ele ligar pra Samantha e resolver tudo de uma vez, mas pelo jeito ele não seguiu o meu conselho.( ele arrancava as petalas de uma Calendula no melhor estilo bem me quer, mal me quer.)
Milly: Isso não é justo, todo mundo é um pouco complicado quando se trata de relacionamentos, mas isso não o isenta de certas obrigações, se ele não tinha interesse em seguir com isso, que não desce falsas esperanças pra garota.
SKY: Nesse ponto Ele tá errado, isso não tem como argumentar, porém ele vem passando por muita coisa neste último ano, tendo que lidar com a morte do pai, e o fato de escolher seguir ou não o seu legado, sei que isso não é desculpa pra tratar ninguém com descaso. Eu o conheço bem e sei que embora agora possa parecer, ele não é um babaca completo.
MILLY: Só metade babaca Então. ( Ele riu, desconcertado.)
SKY: Agora, o que você acha, da gente parar de falar do relacionamento dos outros, e se concentrar no nosso? ( Lhe estendeu a mão, por cima da mesa. )
MILLY: acho ótimo, na verdade, eu estava me perguntando, que tipo de relacionamento é o nosso, digo, pra que direção estamos indo? ( acentiu, entrelaçando os seus dedos nos dele. A mão dele estava quente, ao contrário de sua barriga que estava mais fria que o vento que soprava timidamente seus cabelos cor de mel .)
SKY: Que bom que tocou nesse assunto, estava mesmo querendo falar com você sobre isso, na verdade, tenho uma coisa pra você. ( levou as mãos ao bolso de seu paletó, tirando de lá, uma caixinha branca.) Espero que isso lhe diga qual direção eu quero seguir. ( lhe estendeu a caixa já aberta, exibindo um luxuoso colar, feito inteiramente de ouro branco, com um pingente de um sol, pela metade tão dourado quanto os seus cabelos .)
Milly de Solaris ( Continuou) Você aceita ser minha namorada?
MILLY: Mas é claro que sim. ( Disse sem titubear.)
SKY: Eu posso? ( Disse encarando o colar)
MILLY: Por favor.
Ele se posicionou atrás dela, de pé, afastou carinhosamente seus cabelos incrivelmente dourados para o lado, expondo seu pescoço, teve um pouco de dificuldade para encaixar o feicho do colar devido aos dedos grossos.
MILLY: Ficou perfeito, obrigada. ( Disse, acariciando o pingente. )
SKY: Isso é facil, qualquer coisa fica Perfeita em você.
MILLY: Você diz isso porque ainda não me viu usando polainas, o que nunca vai acontecer. ( Encarava seus olhos, que eram tão azuis quantos o dela, milly tinha a impressão de que se se concentrasse o bastante neles, conseguiria ver o mar.)
SKY: Até ficaria curioso, seu eu soubesse que diabos é uma polaina. ( Riu) ( Mostrou a ela o colar que levava em seu pescoço, idêntico ao que lhe dera de presente, o fato curioso é que se juntasse as metades de seus pingentes, eles se tornariam um, um sol completo, o simbolo de Solaria. E também o modo como a via, ela era seu sol. )
Havia puxado uma cadeira, e estava sentado ao lado dela, perto o suficiente para sentir seu hálito, que era fresco como a brisa que soprava seus cabelos, cheirava a uvas recém colhidas. Ele aproximou seus labios nos dela sutilmente, segurava seu rosto enquanto a beijava, sentindo a temperatura de sua pele macia através de seus dedos. O beijo começou contido, mas foi se intensificando a medida que seus corpos ralaxavam, já estavam devidamente relaxados quando milly se afastou por um segundo de sua boca e disse.
MILLY: Acho que você poderia usar de seus privilégios de Príncipe herdeiro, e nos arranjar um quarto particular. O que você acha?
SKY: Acho que eu poderia conseguir isso. ( Sorriu, perto da boca da garota, que voltou a se deleitar dele.)
Uma sirene ensurdecedora quebrou completamente o clima entre eles. Sky se levantou na mesma hora, alarmado.
SKY: É o alarme anti monstros, estamos sobre ataque.
MEIA HORA ANTES.
Gustaf encarava o teto branco completamente sem graça da enfermaria já fazia horas, estava tão entediado que quase rezou para ter outra alucinação, pelo menos lhe tiraria da mesmice, não suportava mais aquele quarto, aquela cama, aquela comida, pensou até em fugir mais cedo, mas para onde iria, para Alfea, pensou, talvez se escondesse no dormitório do irmão, não, não daria certo, eles o encontrariam mais cedo ou mais tarde, odiava tanto a Manticora, que lamentava muito não ter sido ele a mata-la. Como se consegui-se realizar tal feito,
_Seu iludido do caralho.( Pensou em voz alta.)
_Não se martirize, você não tinha chance contra aquele monstro.
( Disse uma voz, no canto escuro do quarto, Gustaf levou um susto tão grande que quase caiu da cama.)
A voz continuou.
_ E está tudo bem, você fez o que pode. Lutou bravamente, estou orgulhoso de você, Filho.
Gustaf estremeceu, o ar parecia querer deixar seus pulmões de uma vez só, o mais rápido que pudesse. Empoleirou-se aos pés da cama afim de analisar mais de perto de onde vinha a voz, que lhe soava familiar. Foi quando ele viu, um homem alto, pálido, barba cerrada, cabelo raspado, e olhos amendoados indenticos aos de Matthew. O homem veio a luz, e Gustaf tremeu.
GUSTAF: Pai?
MARKO: Olá filho! ( Disse, aproximando-se do garoto.)
GUSTAF: Não, isto não é possível, não poder ser real, você está, você.... tá... ( Não conseguiu concluir, esfregou tanto os olhos que achou que iria arranca-los a qualquer momento.)
MARKO: Morto? De fato estou. ( Disse com uma naturalidade assustadora. )
GUSTAF: estou alucinando, só pode ser isso, outra maldita alucinação, ou pior, estou enlouquecendo, ou pior ainda...( Andava de um lado para o outro desesperadamente) Merda! Eu morri? É claro, o veneno da manticora foi demais pra mim, e eu acabei sucumbindo, Caralho, Porra, eu virei a merda de um fantasma.
MARKO: Olha a boca garoto, não foi essa a educação que eu e sua mãe te demos.
GUSTAF: Pai? Eu morri não foi?
( Disse com a voz embargada, encarava completamente espantando o "Fantasma" de seu pai)
MARKO: Você não é um fantasma garoto tolo, eu tão pouco. Você estava certo da primeira vez, você está alucinando de novo eu não passo de uma alucinação.
GUSTAF: Então, você não é real, não está aqui de verdade, é só um delírio, um dano colateral da minha mente envenenada.
MARKO: E isso importa?
GUSTAF: Não.
E tinha razão não importava, nada mais importava, seu pai estava ali, bem na sua frente, depois de todos esses anos, mesmo sendo uma alucinação, sonho, delírio, aparição, Visão, foda-se ,daria absolutamente tudo para vê-lo novamente. E estava acontecendo, não importava como. Não conseguia tirar os olhos dele, Gustaf estava chorando, as feridas que até então pareciam cicatrizadas, estavam ali, abertas novamente , completamente expostas. Seu coração doia, mas pelo menos ainda batia.
MARKO: Então pare de se lamentar e curta o momento, não temos muito tempo. ( a voz pesarosa, ao mesmo tempo reconfortante.)
Gustaf imaginou se seria possível tocar uma alucinação, pois no momento era o que mais queria no mundo, sentir o abraço apertado do pai novamente,sentir suas mãos caleijadas devido ao trabalho pesado no campo, tocar seu rosto, sentir seu cheiro, ele cheirava a café recém torrado feito na hora. Não pensou, só foi, o que teria a perder, já o tinha perdido. Ele correu na direção do pai, com os braços abertos e os olhos marejados. Gustaf imaginou que iria atravessar o corpo do Homem e se estabacar com a cara no chão, mas não foi isso que aconteceu, ele parou, estava envolto pelos braços acalentadores de seu pai. O agarrava tão forte que ele poderia explodir a qualquer momento. O garoto desabou em lágrimas, quatro anos de choro acumulados, quatro anos de mágoas, de raiva, de arrependimento. De desespero, de luto.
MARKO: Que saudade Filho.
GUSTAF: Que Saudade Pai.
A última coisa que Gustaf viu antes de ser engolido pela mais profunda escuridão , foi o rosto do pai sorrindo para ele.
As sirenes soavam intrépidas ecoando por toda a extensão do castelo.
Os alunos que ainda não estavam em suas camas corriam de um lado para o outro pelos corredores.
_ Não entrem em pânico, voltem para os seus dormitórios imediatamente, e tranquem as portas, permaneçam lá até a segunda ordem. ( Dizia um garoto mais velho do último ano, era o monitor chefe, e dava instruções aos alunos mais novos)
_ Sky, precisamos de você na ala oeste urgentemente. ( Gritou um garoto Ruivo do outro lado do Jardim,que passava correndo, estava devidamente uniformizado, e trazia uma lança de ouro nas as costas. )
SKY: Eu preciso ir, quero que volte para Alfea, seja o que for essa criatura ,ainda está lá dentro, acho que não tem perigo de você trombar com ela pelo caminho.
Eu te dou notícias, prometo. ( Disse, segurando as mãos dela com firmeza. )
MILLY: De jeito nenhum, eu vou com você. ( Disse o fitando decidida.)
SKY: O que? Não, é muito perigoso e ...
Ela o interrompeu.
MILLY: Eu não estou pedindo sua permissão, estou apenas te avisando, vamos, você não ouviu? Estão precisando de você. ( falou, adiantando-se, o garoto a seguiu meio contrariado. )
Michael ia na contra mão dos demais, enquanto os outros alunos corriam em direção aos seus quartos, ele pegava o trageto oposto, andava decidido a caminho da enfermaria. Ouviu de um garoto do quarto ano, que estavam sendo atacados por uma Manticora, ele não pensou duas vezes, e foi ao socorro do amigo, Gustaf no caso, que recentemente havia sido atacado pelo mesmo monstro, quais as chances, pensou. A porta da enfermaria estava escancarada, o quarto estava completamente vazio, a cama de Gustaf virada de ponta cabeça, e a vidraça da janela a cima dela Totalmente estilhaçada. O frio gelado da noite inundava o ambiente sem pedir permissão. Michael prendeu a respiração involuntariamente. Será que o monstro havia levado o seu amigo. Não podia deixar de imaginar essa hipótese enquanto corria pelos corredores agora vazios, a procura de ajuda.
Lá fora, o clima de tensão se alastrava, um grupo de busca liderado por Brandon, patrulhava a área, devidamente armados. Ainda não haviam visto o monstro, mas estavam completamente atentos a qualquer sinal de perigo.
Brando avistou Sky, Correndo, vindo em sua direção, e não estava sozinho.
SKY: Desculpa a Demora, Qual é o monstro da vez? ( Disse arfando, enquanto se equipava, com armas e escudos que Brandon havia trazido.)
BRANDON: Uma manticora até onde sabemos. ( Sky arregalou os olhos alarmado.)
O que ela está fazendo aqui? ( Disse encarando a garota com um certo desprezo no olhar.)
SKY: Há, é que estavamos, bem, em um encontro, e ela decidiu vir ajudar.
BRANDON : Negativo, só o pessoal autorizado e treinado para lidar com monstros é bem vindo nessa operação, e além do mais ela nem estuda aqui. Agradeço sua ajuda princesa , mas ela é desnecessária, peço que se retire imediatamente antes que se machuque.
MILLY: Eu não vou a lugar nenhum, e quanto a estar preparada, eu fui treinada a minha vida toda pela guarda imperial de Solaria, eu sou mais competente que esses seus soldadinhos de primeira viagem. entendeu ou quer que eu desenhe. ( Disse desafiadora batendo com a ponta do dedo na armadura de bronze do rapaz que tremeluziu ao simples toque da garota. )
Brandon franziu a cara. Mas não pareceu intimidado.
BRANDON: Que seja, só tente não atrapalhar, beleza? ( Disse com desdem branindo a espada. )
A MANTICORA, ELA ESTÁ AQUI! ( Gritou uma voz perto da li.)
Antes que pudessem criar qualquer estratégia de defesa, o Monstro atacou, aparecendo subtamente diante da enfrontaria de Sky. Pegando alguns garotos desprevenidos, eles voaram pelos ares, desabando brutalmente na grama fria coberta pelos orvalhos da noite. Brandon atacou com a espada, mas a Manticora desviou de seu ataque sem esforço, a criatura peluda, pulou por cima dele, tinha um alvo em vista, Sky ,que estava tão distraído ajudando um dos garotos a se levantar, que nem notou o perigo se aproximando. Brandon correu para ajuda-lo mas Milly foi mais rápida se colocando entre a Manticora e seu Príncipe. As palmas das mãos apontadas para a cara de homem da criatura, uma rajada de luz incandescente saltou delas, atingindo em cheio os olhos do monstro, que recuou assustado, urrando de dor.
MILLY: Diz que eu não to preparada agora, babaca. ( Disse afrontando Brandon, ele revirou os olhos, mas parecia em choque. Enquanto Sky a fitava admirado. O orgulho refletido em seus olhos.)
A Manticora desembestou a correr indo na direção da floresta.
BRANDON: Não deixem que ela fuja. ( Gritou, alarmado, reunindo-se a um pequeno grupo,que segui-a o monstro apressados.)
Michael surgiu por trás dos arbustos subtamente, estava suado, havia folhas e galhos sobre os cachos negros de seu cabelo, arfava pesadamente, e seus pés doíam de tanto correr. Avistou o Monstro, que para o seu desespero estava a apenas alguns passos dele. Ouviu os murmúrios revoltados do grupo de garotos que estavam em seu encalço Liderados por Sky. A Manticora urrou para eles mostrando os dentes de tubarão mortalmente afiados, que para a surpresa e assombro de Michael, estavam completamente azuis. Foi nesse exato momento que sua ficha caiu, e tudo mudou.
Sky pegou a aljava preparando o arco, apontou a flecha na direção da manticora e soltou.
MICHAEL: SKY! ESPERA! NÃO! ( Gritou)
Michael saltou na frente da criatura, em uma atitude desesperada, tomando a flechada no lugar do monstro, que fugiu assustado floresta a dentro, desaparecendo por entre as árvores.
SKY: Mas que porra você fez? Ficou maluco? Porque você fez isso Michael? ( Disse indignado indo ao socorro do garoto, que se encontrava largado no chão, sangrando com a flecha fincada no ombro. )
MICHAEL: Sky, me escuta, ( gemeu de dor) você, você não pode, matar a Manticora, ( estremeceu ) ela, ela, é..... ( Apagou antes que pudesse terminar a frase, acordando na enfermaria algumas horas depois. )
MILLY: Brandon, Espera, Preciso falar com você. ( Disse, Correndo para alcança-lo.)
BRANDON: Seja lá o que você queira falar, por favor seja rápida, preciso reunir um grupo de busca e caçar a Manticora antes que ela Suma de vista completamente.
MILLY: Quero lhe pedir um favor.
Ele a encarou surpreso.
BRANDON: Que favor?
MILLY: Quero que você termine com a Samantha.
BRANDON: O que? Terminar? Mas nem estamos namorando, e de qualquer forma, esse assunto não é da sua conta. ( Disse com despreso, se virou para ir embora mas Milly o deteve.)
MILLY: Se tornou da minha conta a partir do momento que a minha melhor amiga começou a sofrer por você. Seu idiota, não me interessa se era namoro ou não, vocês tem alguma coisa, que ainda não foi resolvida, e ela não vai deixar pra lá até que esteja, se você tem um pingo de descencia e consideração por ela, faça a coisa certa, e acabe logo com isso. Você é muitas coisas Brandon, mas não acho que seja um covarde. ( Disse certeira, as palavras sendo cravadas mais fundo em seu peito que as garras da Manticora.)
BRANDON: Está bem, que seja, eu vou terminar com ela. Posso ir agora?( Disse dando-se por vencido, encarava firmemente os olhos azuis da garota, Milly fazia o mesmo, mas o que via ali refletidos, não era raiva ou ressentimento, era outra coisa, que no momento não conseguiria decifrar.)
Ela o observou atravessar o jardim noturno, se perguntando o que teria acontecido para um garoto tão doce quanto Brandon, ter se tornado tão rude.
CLOUDY TOWER
ZEKE: Nossa, que gostoso, isso foi tão... Ual, Você tá ficando muito bom nisso sabia? ( Disse deleitoso, largado, de costas sobre a cama.)
Arfava, o abdômen definitivamente malhado exposto, movia-se para cima e para baixo devido a respiração pesada.
James, usou os joelhos de Zeke de apoio para se levantar.
JAMES: Tá agora que você já relaxou, me conte mais sobre o seu plano de me manipular para eu ajudar os seus irmãos a roubar o poder do Higor, que claro ,você não especificou exatamente que tipo de poder seria esse. ( Disse, limpando a boca com as costas das mãos. Enquanto Zeke recolocava as próprias calças.)
ZEKE: Não, agora é a sua vez de relaxar, anda tira a calça. ( Ordenou, lhe lançando um olhar safado.)
JAMES: Estou falando sério Zeke, você não pode começar uma conversa e simplesmente decidir não termina-la. Ainda mais uma na qual você me pede pra armar contra um amigo. ( estava de pé na frente dele, encarando-o seriamente com os braços cruzados.)
ZEKE: Tava docinho?
JAMES: O que? ( Respondeu confuso se surpreendendo com a pergunta.)
ZEKE: A minha porra, e ae, tava docinha? É que eu comi abacaxi no jantar. ( Disse com um sorriso arteiro estampado no rosto.)
JAMES: Cala a boca, e não tenta se desviar do assunto, anda fala, o que Spike quer de mim?
ZEKE: Porra você não desiste fácil não é, tá foda-se, então, eu já te disse o que ele quer, ele precisa do seu poder, já que a diretora Griffin tirou os nossos. E não só do seu, de Willow também.
JAMES: Tá, então deixa eu ver se eu entendi direito, O plano dele é mandar você para me manipular, pra que eu manipule Willow para ajudar alguém que elu mais odeia no mundo no caso Spike , a roubar o poder do meu amigo? É isso? Porque se for, é uma completa insanidade, até mesmo pra vocês.
ZEKE: Cara, você tá obsecado, ninguém falou nada sobre manipulação, até porque essa tática não daria certo com você, vai por mim eu já tentei, mas no geral é isso ai mesmo. E ai você tá dentro ou não?
JAMES: Você tá falando sério mesmo? Cara, Você já sabia qual seria a minha reposta no momento que entrou por aquela porta.
ZEKE: Que seria? ( Disse se fazendo de sonso.)
JAMES: NÃO, Zeke, mas é claro que Não.
ZEKE: Porque? ( Disse insistindo no papel de sonso. Irritando James que o encarava já sem paciência, Zeke gostava desse jogo, de tira-lo do sério. Irrita-lo era um de seus passatempos preferidos.)
JAMES: Que merda Zeke, você não pode ser inacreditávelmente vago em tudo que disse, e esperar que eu aceite participar de um absudo desse sem sequer questionar. ( Disse, o encarva incrédulo, já cansado de aturar tanta dissimulação.)
ZEKE: Então vai em frente, vamos, questione, sobre o que você quer saber?
JAMES: Tá, já que você está insistindo tanto, o que vocês realmente querem do Higor?
ZEKE: Testa-lo, testar o nível de poder dele ( Disse sincero, se quisesse mesmo que James cooperasse teria que colocar todas as cartas na mesa.)
JAMES: E porque fariam isso?
ZEKE: Pra descobrir de uma vez por todas se as suspeitas de Spike são verdadeiras, ou apenas devaneios de sua mente doentia.
JAMES: A vamos, Diz de uma vez,não me fassa ficar perguntando toda hora feito um idiota.
ZEKE: Gosto de te fazer de idiota.
_ ZEKE ( Disse franzindo as sobrancelhas .)
ZEKE: Suspeitamos, que Higor, possa conter o poder da Chama do Dragão.
JAMES: O QUE? ( Gargalhou) Nossa, sério, você e seus irmãos são ainda mais malucos do que eu imaginava. E porque vocês pensariam um absurdo desse, Higor foi criado na terra, em uma dimensão sem magia. Se ele realmente tivesse esse nivel de poder o Conselho magistral das Fadas já teriam ido atrás dele a muito tempo, tirando é claro, o fato do poder da chama do Dragão ser apenas uma lenda, nunca foi provado que existiu.
ZEKE: Mas também não foi provado que não existiu, Você pode acreditar no que quiser, porém você não estava na floresta, não viu o que eu vi, o nível de poder absurdo que o seu amigo demonstrou eu nunca tinha visto antes. Pode ser que você tenha razão, e isso não passe de um delírio de Spike, mas e se ele estiver certo. No momento nós não queremos machuca-lo só testa-lo.
JAMES: No momento? Sério?, nossa que reconfortante. ( Disse sarcástico. )
ZEKE: É isso, agora você já sabe de tudo, já pode tirar suas próprias conclusões, Me avise quando tiver tomado a sua decisão, ou quando quiser que eu retribua o boquete. ( Disse, vestindo a camiseta, indo em direção a porta do quarto.)
James analizou friamente a proposta dos Pemberton, procurando algum motivo para fazer parte desse plano maluco, e depois de analizar minunciosamente a situação, encontrou, Higor, ele era seu amigo, e estava em perigo, não podia avisa-lo, isso seria considerado traição, por mais desprezível que fosse as intenções de Spike, Zeke confiou nele, e James jamais quebraria essa confiança. Tudo o que lhe restava era agir por debaixo dos panos, era a chance que ele tinha de se infiltrar no clã dos Pemberton, conquistar a confiança deles, descobrir seus planos, Teria que bancar o agente duplo e só assim poderia ajudar seus amigos de Alfea. Mas isso também poderia ser considerado traição, não seria? pensou.
Mas se ele não fizesse nada, Não só Higor mas todos os seus amigos incluindo Samantha estariam em Perigo. E isso definitivamente James não deixaria acontecer.
JAMES: Zeke , Espere. ( Disse antes que o garoto deixasse o quarto.) Eu vou ajudar vocês, mas só com uma condição.
ZEKE: Fala ( Disse esperançoso.)
JAMES: que deixem Willow fora dessa.
ZEKE: Impossível, Precisamos especificamente do poder Delu, pro plano funcionar.
JAMES: Tudo bem, mas deixe que eu falo com elu.
ZEKE: Fique a vontade, até porque eu não seria louco o suficiente nem pra sequer mencionar o nome do meu irmão perto de Willow. Boa sorte, você vai precisar.
FONTE RUBRA
Michael acordou assustado,ainda era muito cedo o sol começava a nascer, tímido no horizonte. Estava na enfermaria, sozinho, aparentemente, olhou ao redor, a cama de Gustaf voltará a sua pocisão de sempre, porém estava vazia. É claro que estava, Gustaf provavelmente tinha passado a noite na floresta, isso se Brandon, Sky ou qualquer outro não o tivesse capturado, apenas Michael sabia a verdade, que Gustaf e a Manticora eram a mesma pessoa. Michael saltou da cama segurando o ombro, estava dolorido, porém seus ferimentos foram devidamente tratados. Ele vestiu seu casaco, deixando a enfermaria para trás , todos ainda estavam dormindo, e por coincidência ou não os guardas não estavam em seus postos. O que facilitou ainda mais sua fuga, ele saiu do Castelo e partiu em direção a floresta.
Não precisou andar muito, lá estava ele, deitado aos pé de um antigo carvalho cercado por outras plantas das quais Michael não sabia o nome. Gustaf tinha voltado a sua forma humana e dormia feito um bebê, inocente e indefeso, estava nú e sujo de terra. Michael tirou imediatamente o casaco, cobrindo o corpo desnudo do garoto, que estava tremendo.
MICHAEL: EI, Cara, acorde, Gustaf... ( Disse, chacoalhando o rapaz delicadamente. )
GUSTAF: NÃO! POR FAVOR NÃO ME MATE. ( Gritou levantando o tronco subtamente, derrubando Michael de bunda no chão. )
MICHAEL: Calma, cara, Soy yo, Michael, Seu amigo imigrante ilegal, lembra de mim? ( Disse se aproximando devagar. )
GUSTAF: Michael, o que aconteceu? Como eu vim parar aqui? E que porra, porque eu estou pelado? ( Disse desesperadamente agarrado a jaqueta de Michael. )
MICHAEL: É uma longa História cara, tem certeza que não se lembra de nada?
GUSTAF: Puta que pariu! Eu me lembro, a Manticora, Mas... Como isso é possível? Não faz sentido. Mas que porra ta acontecendo comigo. ( as lágrimas descendo rente em seu rosto.)
MICHAEL: Calma cara, vamos encontrar uma explicação pra isso, Mas antes precisamos sair daqui, o sol já nasceu e agora não vai demorar muito até Sky e os outros acordarem e retomarem o grupo de busca pelo monstro, quer dizer .. por você. Venha deixa que eu te ajudo a levantar.
Se Inclinou para ajuda-lo ,Gustaf se afastou envergonhado.
GUSTAF: Não precisa, eu consigo. ( se pôs de pé acanhado, enrrolando a jaqueta de Michael sobre a cintura tampando suas partes mais vulneráveis. )
GUSTAF: Como vamos chegar até os dormitórios , todos já devem estar acordados uma hora dessas, e olha pra mim, eu não vou passar despercebido.
MICHAEL: Não se preocupe, eu tive uma idéia, conheço um lugar, que não precisa atravessar o Castelo para chegar lá.
Gustaf seguiu Michael até uma entrada secreta na lateral de uma das torres, que não eram diretamente ligadas ao Castelo principal, conseguiram chegar até lá sem serem vistos. Atravessaram a passagem, e saíram em uma espécie de sala secreta no subsolo que mais parecia um porão, as paredes eram inteiramente feitas de pedras de calcário, e só havia uma pequena janela retangular com grades em toda a sua extensão. Se olhassem com mais atenção aquele lugar poderia facilmente se passar por um cativeiro.
MICHAEL: Bienvenido a mi refugio ( Disse dramáticamente com os braços abertos.)
GUSTAF: Ual, este lugar é um lixo.
MICHAEL: Também não precisa ofender. ( Disse emburrando a cara.)
GUSTAF: Desculpe.
MICHAEL: Sem problemas, você tem razão, esse lugar é um lixo mesmo, mas garanto que ninguém vai encontra-lo aqui.
GUSTAF: Desde quando você conhece esse lugar?
MICHAEL: Não faz tanto tempo, acho que desde o começo do semestre, passo mais tempo aqui do que em meu dormitório. Por isso tenho algumas roupas, em algum lugar... aqui, achei, toma, se veste.. ( Disse lhe entregando algumas peças de roupa. )
Michael se virou para que Gustaf ficasse mais a vontade para se trocar, mas o garoto o encarou pensativo.
GUSTAF: Você não precisa se virar, já viu tudo o que tinha pra ver mesmo. ( Disse completamente envergonhado, estava Vermelho feito um pimentão )
MICHAEL: Sim pero, Não de propósito.( Falou encabulado as orelhas ardendo. Continuou de costas até o garoto estar devidamente vestido.)
Gustaf vestiu uma calça de moletom e uma camiseta branca com os dizeres I don't love tacos estampado em laranja. Gustaf era mais alto e maior que Michael, o que fez a camiseta se tornar um cropped, Fez menção de devolver a jaqueta mas o garoto recusou.
MICHAEL: Pode ficar, fica melhor em você.
Gustaf desabou em um colchão velho estirado no chão de cascalhos.
GUSTAF: Mas que porra aconteceu comigo? ( Disse, levando as duas mãos ao rosto.) Eu virei um monstro. Como isso é possivel?
MICHAEL: Eu não sei, mas deve ter uma explicação plausível para isto ter acontecido. ( Disse sentando-se ao lado dele no colchão. )
GUSTAF: Talvez, o veneno da manticora pode ter me tranformado , assim como acontece com os lobisomens.
MICHAEL: Acho bastante Improvável isso acontecer, as Manticoras não são criaturas transmorficas. Seus genes mutativos são inativos ou seja não possuem força o suficiente para transformar ninguém. Ao contrário dos lobisomens que possem genes mutativos ativos.
Gustaf o encarava embasbacado.
GUSTAF: Como você sabe dessas coisas ?
MICHAEL: Sou um amante de Monstronologia desde que era um niño,quero ser um caçador de Monstros quando eu me formar.
GUSTAF: Que ótimo, Talvez assim um dia você tenha a sorte de me caçar, quando eu adotar a forma de Manticora permanentemente, e estiver por ai destruindo vilarejos e devorando criancinhas. ( Disse desanimado imaginando o seu futuro.)
MICHAEL: Ei, olha pra mim ( Disse, virando carinhosamente o rosto de Gustaf na sua direção, olhando diretamente em seus olhos)
Você não é um monstro. ( O coração de Gustaf disparou completamente. Que o garoto imaginou que poderia ser ouvido lá de Alfea.) E só pra deixar claro, manticoras não se alimentam de carne humana, são naturalmente canibais.
GUSTAF : Nossa que legal, me sinto bem melhor agora com essa informação, obrigado. ( Disse, enjoado.) Vem cá, o que houve com o seu braço, pelos elfos,não me diga que foi eu que....
MICHAEL: Não, Não, Não, na verdade foi culpa minha mesmo, Sky ia atirar em você, assim que eu descobri que você era a Manticora, não pensei duas vezes. E pulei na frente da flecha. Mas não se preocupe, eu estou bem agora , nem doeu tanto assim.
Gustaf perdeu temporariamente a habilidade de respirar, de falar, de enxergar. Não podia acreditar no que acabara de ouvir. Será que era possível se apaixonar por alguém por conta de apenas um gesto, porque se fosse, levar uma flechada por alguém, estaria no topo da lista de gestos apaixonantes.
GUSTAF: Você pulou na frente de uma flecha por mim? Porque você fez isso? ( Disse incrédulo, estava completamente embasbacado )
MICHAEL: E porque não?
GUSTAF: Você é maluco, poderia ter morrido.
MICHAEL: Teria valido a pena. ( Pra que resistir, pensou Gustaf, não tinha mais jeito. Fora completamente fisgado.)
GUSTAF: Eu jamais me perdoaria se isso acontecesse.
MICHAEL: Que bom que eu não morri então. ( Disse sorrindo, as covinhas de seu rosto dando o ar da graça pela primeira vez naquele dia, para o desespero de Gustaf. )
GUSTAF: Mas se o veneno da manticora não foi o responsável por eu me transformar em uma Manticora, Então, o que foi?
MICHAEL: Acho que eu tenho uma teoria, mas não se empolgue, é apenas uma teoria da minha cabeça valeu. ( Disse cauteloso )
GUSTAF: Fala logo, não vou me empolgar, prometo.
MICHAEL: Disse ele empolgado.
GUSTAF: Cala boca , é serio ( Riu.)
MICHAEL: Você vem de uma linhagem de fadas certo? ( ele assentiu) mas não possui poderes, sendo classificado como um não-magi, um termo antiquado, na minha opinião, e seu disser pra você que talvez, só talvez, você esteja manifestando o seus poderes de fada tardiamente. Você ainda não completou quinze anos estou certo? ( ele assentiu novamente ) isso dá ainda mais sentido a minha teoria, dizem que a idade limite para uma fada manifestar seus poderes é até os doze, treze no máximo é a regra, mas pra toda regra existe uma exceção, Talvez seja o seu caso.
GUSTAF: Caramba, Cara, isso faz muito sentido, Mas eu nunca ouvi falar de uma fada que tenha o poder de se transformar em uma Manticora, é específico demais.
MICHAEL: Talvez o seu poder seja a transformação, o que não só te daria a habilidade de se transformar em uma Manticora, mas em outras criaturas ,incluindo até animais talvez. Vai ver que você só se transformou em uma, porque foi a primeira criatura que você viu, antes do seu poder ser manifestado. Talvez o choque do ataque, teria sido justamente o motivo, para os seus poderes manifestarem. São muitos talvez eu sei. Desculpe, espero não estar te confundindo ainda mais.
Gustaf o encarava perplexo, assimilando cada palavra que garoto dizia.
GUSTAF: Muito pelo contrário, acho que, talvez você tenha matado a charada, não consigo pensar em outra explicação que não seja essa. Acho que isso só o tempo vai dizer, estou com medo, não quero me transformar de novo nesse monstro, mas se transformação for mesmo o meu poder, acho que eu vou ser obrigado a me acostumar com isso. E pensar que eu vou ter que passar por tudo sozinho, me deixa ainda mais assustado.
MICHAEL: E porque você pensaria uma coisa dessas?
GUSTAF: Porque é a realidade,não posso contar pra ninguém, pelo menos por enquanto, não até ter certeza do que tá acontecendo comigo, até lá estou sozinho.
MICHAEL: E EU SOU O QUE SEU IDIOTA. ( Disse mais alto do que deveria, Gustaf o encarou assustado. )
O que mais eu tenho que fazer pra provar que estou contigo nessa, levar outra flechada?
GUSTAF: Ai meu deus não, não fala isso nem de brincadeira. Eu acredito em você, e obrigado. Nem sei como te agradecer por isso. Você praticamente salvou a minha vida.
MICHAEL: Sim, agora você tem uma divida de gratidão eterna comigo, acho que vou fazer de você meu escravo.
GUSTAF: Como quiser meu senhor.( Riram juntos) Espera, tem uma coisa que eu ainda não entendi, como você descobriu, que a Manticora na verdade era eu?
MICHAEL: Essa é facil, Seus dentes, nunca tinha ouvido falar de uma manticora que tivesse os dentes azuis. ( Riu)
GUSTAF: Caralho ( hahahaha ) então quer dizer, que foram as balinhas que salvaram a minha vida, não você, acho que terei de ser escravo delas de hoje em diante.
MICHAEL: Só não esqueça de quem deu elas pra você.
GUSTAF: Mero detalhe . ( gargalhou.).
_ Olha eu sei que é pedir de mais, levando em conta que eu poderia ter matado alguém ontem, mas não quero que as pessoas saibam,não estou preparado, não ainda, isso pode ficar só entre a gente?
MICHAEL: Mas é claro, esse segredo não é meu para eu sair por ai contando. Relaxa cara, eu não vou contar pra ninguém.
GUSTAF: Você promete?
MICHAEL: Eu prometo, ainda faço mais, juro de dedinho ( Disse, lhe estendendo o dedo mindinho.)
GUSTAF: O que é isso?
MICHAEL: O que? Você nunca fez um juramento de dedinho? ( Disse,teatral aparentando estar horrorizado. )
GUSTAF: Eu não, e nem vou fazer, isso é ridículo.
MICHAEL: Agora você me ofendeu.
GUSTAF: Desculpa.
MICHAEL: No, Sem dedinho sem desculpas.
GUSTAF: Tá bom ( Disse dando-se por vencido lhe esticando o dedo mindinho.)
Seus mindinhos se cruzaram, selando a promessa.
GUSTAF: Satisfeito?
MICHAEL: Não ,ainda falta uma coisa.
Ele se inclinou na direção de Gustaf, que quase teve uma parada cardíaca, pensando que o garoto iria lhe beijar, mas o que Michael fez a seguir, o surpeendeu mais que um beijo. Ele encostou sua testa na dele. Os mindinhos ainda cruzados. A barriga de Gustaf parecia um iceberg, suas mãos suavam, e seu coração parecia que iria saltar do peito a qualquer minuto.
MICHAEL: Pronto, agora sim, Promessa selada.
Fora Michael que havia levado a flechada, mas foi Gustaf que havia sido atingido, pelo cupido.
CLOUDY TOWER
ALGUMAS HORAS ANTES....
James estava dormindo um sono pesado, quando Zeke decidiu invadir o seu quarto no meio da madrugada. Ele pulou em cima do garoto que dormia de bruços, levou os labios até a orelha de James e susurrou em seu ouvido.
ZEKE: Hora de acordar bela adormecida o dever lhe chama. ( Disse mordiscando a cartilagem da orelha de James.)
JAMES: Vai se fuder Zeke, vaza daqui e me deixa dormir em paz.( Disse zangado empurrou Zeke para o lado, enterrando a própria cabeça no travesseiro. )
ZEKE: Anda cara, levanta, temos que colocar a fase um do plano em prática, e precisa ser agora. ( Disse, puxando as cobertas que cobriam o corpo sarado de James, que no momento usava apenas uma cueca box preta.)
JAMES: Mas que porra, você não pode apenas cuidar dessa parte do plano sozinho e me acordar só, sei lá, na fase final?
ZEKE: De jeito nenhum , estou sem meus poderes esqueceu? Anda logo,levanta caralho. ( Disse, dando um tapa estralado na bunda de James com tanta vontade que o garoto até estremeceu.)
JAMES: EU VOU MATAR VOCÊ. ( Gritou, lançando um travesseiro na direção de zeke que desviou do objeto sem preocupação .)
ZEKE: Tá bom ,você pode me matar no caminho pra Alfea, agora se veste. Precisamos agir antes do amanhecer.
JAMES: Espera, o que vamos fazer em Alfa uma hora dessas? ( já havia terminado de colocar as calças, e agora se concentrava em vestir a camiseta. )
ZEKE: Vamos invadir a sala de simulação, e adulterar o painel de controle, pra que possamos invadir o sistema amanhã bem na hora que Higor estiver realizando a prova final. Passando pra segunda fase do plano. Falando nisso, você já convenceu Willow a nos ajudar?
JAMES: Ainda não, Mas estou no processo. ( Disse vestindo o casaco.)
ZEKE: É melhor agilizar esse processo, Elu é uma parte essencial do plano.
JAMES: Fica a vontade pra falar com elu no meu lugar se quizer já que está com tanta pressa.
ZEKE: Por morgana, já não está mais aqui quem falou. Vamos logo, você consegue abrir um portal sozinho ou precisa de instruções?
JAMES: Não podemos simplesmente abrir um portal para sala de simulação assim do nada, todos os portais criados em Alfea vão dar na sala de faragonda.
ZEKE: Magia de Proteção, isso é moleza, conheço um feitiço que burla isso em menos de dois segundos.
JAMES: Você é uma pessoa terrivel, sabia disso?
ZEKE: Eu sei, e também sei que eu ser desse jeito te excita. ( Disse rente ao seu cangote, o ar quente que saiu de sua boca arrepiou todos os pelos da nuca de James mexendo completamente com a sua sanidade)
JAMES: Só diz logo o feitiço, pra gente acabar logo com essa merda, e ir transar.( Zeke assentiu animado.)
James recitou o feitiço palavra por palavra, uma fumaça verde fosforescente os envolveu e eles desaparecem na escuridão.
ALFEA
PRESENTE...
PALLADIUM: Tudo bem alunos, começaremos daqui a alguns minutos, o teste será realizado por uma pessoa de cada vez.
Os alunos estavam reunidos em volta do elfo, Na sala de simulação. Eperando ansiosamente as instruções do professor para dar início ao teste. Higor estava animado, não tão animado quanto Matthew que estava quase subindo pelas paredes de tanta animação. Porém também estava preocupado, era o primeiro teste que iria prestar em Alfea, e não queria que fosse um completo fiasco. Tinha se preparado a noite toda pra isso, e esperava se sair bem.
LAUREN: Caramba, eu sou uma pilha de nervos ambulante, que ódio, porque eu não consigo parar de tremer. Espero que eu não seja a primeira, se eu for a primeira, serio, eu vou morrer.
SAMANTHA: Já eu prefiro sempre ser a primeira a começar, Assim você acaba antes depois você relaxa. Só vejo vantagem.
LAUREN: Pois eu não vejo vantagem nehuma, Ai meu deus, estou com dor de barriga de novo.
O Professo Palladium apertava concentrado os diversos botões do painel de controle,virando-se de volta para encarar a turma.
PALLADIUM: Está bem, está tudo pronto, já podemos dar inicio aos testes de hoje. Quando eu chamar seus nomes, por favor deem um passo a frente. Bom, vamos começar, o primeiro vai ser, deixa eu ver, há aqui está, Higor.
Higor gelou, dando um passo a frente acanhado.
MATTHEW: Droga, queria ter sido o primeiro ( Lamentou nas costas de Higor. )
PALLADIUM: Muito bem meu rapaz, qual dos testes você escolheu?
HIGOR: Bom, o segundo teste senhor, eu quero consertar um ambiente danificado ( houve buxixos entre os alunos que o encaravam surpresos. ) como o meu poder é sinônimo de destruição, achei que seria poético eu usá-lo para ajudar a consertar alguma coisa pra variar um pouco.
PALLADIUM: Então venha, pode escolher o ambiente, qual você quer?
Higor aproximou-se do painel de controle.
HIGOR: Eu queria um ambiente desolado, o mais desolado possível. ( sua voz soou triste, e isso preocupou Faye que o encarava inquieta.)
PALLADIUM: Tá bom, baseado na sua descrição eu só consigo pensar em um lugar com essas características, Dominó, é o lugar mais devastado, triste e infeliz da dimensão mágica. ( Disse voltando a mexer nos botões. )
A mera menção a dominó fez Higor querer correr para bem longe dali, seu coração disparou, suas mãos estavam gelidas e molhadas. E seu peito arfava pesadamente, não sabia o porque disso, mas estava prestes a descobrir.
PALLADIUM: Tudo pronto, logo que você entrar na sala de simulação Dominó aparecerá, está pronto? ( Disse acompanhando-do em direção a porta.)
HIGOR: Acho que estou, eu trouxe alguns ingredientes para fazer poções, eu posso levar comigo? ( Disse, segurando firme a alça da mochila que trazia em suas costas.)
PALLADIUM: Claro, pode levar o que quiser. O teste vai durar trinta minutos eu estarei na sala do computador controlando tudo, faça o melhor que você puder.
A porta dupla se abriu e Higor a atravessou sozinho, deixando o professor e seus amigos para trás.
Ele caminhou cauteloso através da sala escura, não demorou muito até ela ir criando forma ao seu redor, quando deu por si estava diante de uma paisagem devastada, envolta do mais profundo caos e destruição, sobre seus pés a areia era negra feito piche o céu tão vermelho quanto sangue. O clima tão quente quanto a cratera de um vulcão, o ar sufocante queimava a garganta de Higor e seus olhos lacrimejavam. Foi quando sua ficha finalmente caiu, aquele lugar lhe era bastante familiar, mesmo que ele nunca tivesse sequer pisado lá, era o mesmo lugar do seu sonho, o lugar onde havia visto Emoriel pela primeira vez, Dominó, seria uma coincidência bizarra demais ,de todos os lugares desolados da dimensão mágica aquele ser justamente o escolhido.
Higor estava diante de um problema ainda maior, fazia parte do seu teste dar vida aquele lugar, depois de dar uma boa olhada ao seu redor, Higor concluiu que seria uma tarefa quase que impossível fazer crescer algo ali, o solo arenoso, era mais infértil que o útero de uma mulher estéril. Mas era um teste, Higor nunca achou que seria facil só não imaginou que pudesse ser tão difícil.
CLOUDY TOWER
Os Pemberton estavam reunidos no alto da torre norte, preparados para colocar seu plano infame em prática.
SPIKE: Cade a porra do seu namorado? Ele já deveria estar aqui a séculos, se ele der pra trás agora eu juro por Crowley que acabo com ele.
ZEKE: Ele vai vir, relaxa ai cara.
KIMBERLEY: Não leva pro lado pessoal Zeke, o motivo do nosso irmão estar uma pilha de nervos tem duas silabas ,sete letras, W.i.l.l.o.w ( Disse soletrando letra por letra lentamente. )
Spike deu de ombros, não dando trela para as provocações da irmã. Mas a idéia de encontrar Willow cara cara depois de tudo que ocorrerá entre os dois não lhe parecia muito animadora.
As portas duplas de carvalho se abriram subtamente, James passou por elas com Willow vindo logo atrás.
SPIKE: Por morgana, já não era sem tempo.
WILLOW: Vamos acabar logo com isso ( Disse com desprezo. )
Willow atravessou a sala desfilando confiante, passou direto por Spike sem sequer olhar para ele, ignorando completamente a existência do garoto. James e zeke se entreolharam receosos Enquanto Kimberley estava ocupada demais secando Willow dos pés a cabeça sem nem disfarçar. Willow estava extremamente atraente naquela tarde, usava botas pretas de cano longo que vinham até a altura das cochas, vestia um espartilho de couro justo, e argolas gigantescas penduradas nas orelhas, os hiponotizantes olhos de gato, eram de um amarelo vibrante, e a maquiagem escura ao redor das pálpebras evidenciavam ainda mais eles.
Willow trazia consigo uma mochila feita de couro de drakon. Elu colocou-a em cima da bancada e começou a revira-la , não demorou muito até a mesa estar repletas de cacarecos mágicos.
KIMBERLEY: Magia vudu é tão excitante, vocês não acham?
Willow acabava de finalizar seus bonecos vudu, três réplicas idênticas dos Pemberton, com exceção de Spike, que tinha o rosto completamente deformado, ela entregou os bonecos para seus receptivos donos. Enquanto james desenhava um circulo de sal em torno deles.
Willow: Seus bonecos servirão como uma representação de vocês no plano astral, mas pra isso dar certo , preciso ligar a energia vital de vocês a eles primeiro. Vou precisar de um pouco de sangue. ( Disse, exibindo uma agulha bem grande, com uma expressão sadica estampada no rosto, Spike engoliu em seco quando elu passou por ele.)
Willow cutucou delicadamente o dedo de zeke com a agulha, pingando o sangue no boneco em sua mão. Fez o mesmo com Kimberley, mas quando chegou a vez de Spike, bom, digamos que elu não foi tão delicade como foi com os outros. Fincando a agulha com vontade no dedo do rapaz, que reprimiu com toda a força uma expressão de dor.
SPIKE: Mas que CARALHO! Porra, quando é que você vai superar essa merda? ( Disse despejando seu próprio sangue no boneco, depois levou o dedo ensanguentado a boca. )
WILLOW: Vê se acorda, Não há nada pra superar, Sua existência é completamente insignificante para mim.
SPIKE: É , eu estou vendo. ( Disse, ainda chupando o ferimento em seu dedo.)
WILLOW: Agora vocês vão ingerir o meu sangue, ligando a minha magia a vocês, para que sejam capazes de manipular a energia dos bonecos. ( Falou espetando o proprio dedo, pingando apenas uma gota de seu sangue na boca de cada Pemberton. )
Quando chegou a vez de Kimberley, ela levou o dedo de Willow até os lábios, chupando-o demoradamente.
ZEKE: Isso é serio? ( Disse encarando a irmã desacreditado. )
WILLOW: Quando chegar a hora repitam o seguinte feitiço.
ti a fi eje dè nipa aso.
E a magia estará selada.
KIMBERLEY: Isso é aramaico?
WILLOW: Não, Iorubá a lingua nativa da minha avó.
JAMES: Bom, acho que agora é minha vez. ( Disse aproximando-se do círculo de sal.)
ZEKE: Uhuul ! Arrasa amor ( Disse animado, implicando com o garoto, disse a palavra " amor" como se fosse apenas uma expressão qualquer, sem demostrar nenhum sentimento ou importância significativa. )
JAMES: Cala a boca. ( Disse, lhe mostrando o dedo do meio.)
ZEKE: Pelos Deuses ( Disse enojado, revirando os olhos.)
JAMES: Vou iniciar o Ritual de transferência, Permaneçam a todo momento dentro do círculo, vou transferir meu poder para vocês, através de um fluxo constante de energia mágica , se colocarem um pé sequer fora do círculo, esse fluxo será rompido,e o feitiço quebrado. Entenderam?
ZEKE: Perfeitamente, acho que ja podemos começar, vejam, o garoto já começou o teste. ( Disse apontando para a bola de cristal a sua frente, que mostrava Higor, ajoelhado na areia negra de baixo de um sol escaldante. Seja lá o que tivesse tentando fazer, não parecia estar se saindo muito bem.)
ALFEA
Higor já estava quase desistindo de criar algo naquele lugar, quando um pontinho verde minúsculo surgiu timidamente no meio da imensidão de escuridão que era aquele solo infértil. Devolvendo um brilho de esperança para aqueles belos olhos azuis, que encaravam o desabrochar Inicial da muda que acabará de plantar. Mas sua alegria repentina fora totalmente tomada pelos acontecimentos seguintes.
Uma estaca de gelo o atingiu em cheio no ombro esquerdo subtamente atravessando a carne, o impacto do golpe o lançou com brutalidade para trás, caindo estirado sobre a areia quente.
Levantou aturdido, cedendo logo em seguida, caindo de joelhos, as mãos ensanguentadas pressionando o ferimento, alguma coisa naquela sala poderia mesmo lhe ferir? Indagou confuso, quando foi que aquilo havia passado de simulação para realidade.
SPIKE: Então, você vai revidar ou vai ficar ai prostrado feito um completo idota? Vamos lá cara, eu já vi o que você é capaz de fazer, vamos, ou vou ter que te acertar de novo Pra você se animar? ( Disse, dando forma ao gelo, a estaca estava pronta para ser lançada novamente. )
HIGOR: Você não é real, não pode ser, professor Palladium, pode me ouvir? Não foi esse o teste que eu escolhi , pode suspende-lo por favor. ( gritou aos quatro ventos na esperança de ser ouvido pelo professor. )
Demorou um pouco pra Higor perceber que Spike não estava sozinho, Kimberly e Zeke, estavam em pé ao lado do irmão, Eles encaravam Higor com uma expressão sadica estampada no rosto.
KIMBERLEY: Ninguém virá Salva-lo gatinho, se quiser sobreviver terá que lutar. Mas se quiser apenas apanhar, fique a vontade não iremos lhe impedir, muito pelo contrário, será um prazer realizar a sua vontade. ( Falou lançando sobre o garoto uma rajada elétrica ultravioleta. )
Higor desabou no chão, se contorcendo de dor, enquanto sentia as cargas elétricas passarem através de seu corpo, lhe dando a terrível sensação de estar sendo queimado de dentro para fora.
Antes mesmo que pudesse se recuperar ou até mesmo assimilar o golpe de Kimberley, Zeke se aproximou do Rapaz que ainda permanecia estirado no chão, O garoto de olhos cinzentos e semblante cruel, chutou Higor no rosto revelando uma brutalidade que até então lhe era desconhecida.
ZEKE: Não Vai revidar seu Merda? vai ser o nosso saco de pancadas é? Isso excita você? É mais parecido com a sua ex namorada morta do que pensei, como era mesmo o nome dela? Bom,não importa, não dou a mínima, se quer saber, só queria compartilhar com você, que a sua garota, trazia essa mesma excitação no olhar antes do Meu Trasgo quebrar o pescoço dela.
Zeke sabia que tinha ido longe de mais, e essa era justamente a idéia.
HIGOR: CALA A PORRA DA BOCA, SEU FILHO DA PUTA. ( Disse, cuspindo sangue, estava de pé, o ódio crescia em seu peito ainda mais forte que a dor que sentia dos golpes anteriores. )
SPIKE: ISSO, Agora sim porra, esse é o Higor que eu conheço e odeio, Vamos cara, agora que a brincadeira vai começar a ficar boa. ( Disse vibrando de excitação, com uma expressão maniaca no rosto.)
Higor atacou com tudo o que tinha. Que infelizmente para ele, não era o bastante naquele momento, eram três contra um. Higor não conseguia pensar direito, seu emocional estava completamente abalado, e isso interferiu e muito em sua performance durante a batalha, que se seguia violenta, os Pemberton eram implacáveis, deferindo golpe atrás de golpe, não dando tempo nem espaço para Higor se proteger ou revidar.
Do lado de fora da sala o Professor Palladium e os outros colegas de Higor, assistiam a tudo,escandalizados, sem poder fazer absolutamente nada para ajudar o Rapaz.
MATTHEW: Mas que porra é essa, por que isso está acontecendo? o que aqueles putos estão fazendo lá? Isso deveria acontecer professor? ( Perguntou alarmado, os olhos escancarados totalmente concentrados no telão a sua frente.)
PALLADIUM: Eu não sei, quer dizer, provalvelmente não, estou tão confuso quanto você senhor Miller. ( Disse, estava absolutamente embasbacado.)
MILLY: Faz alguma coisa professor, encerra a sessão, tira ele de lá, qualquer coisa.
PALLADIUM: Estou tentando, Mas os controles não estão respondendo ao meu comando, tem alguma coisa muito errada acontecendo aqui. ( Disse aflito, apertava praticamene todos os botões do painel de controle desesperadamente. )
Labaredas de fogo eram projetadas insistentemente das mãos de Higor, ele investia contra os Pemberton vorazmente, estava cansado de atacar e ainda mais de apanhar , os bruxos não lhe davam folga, a essa altura Higor não podia deixar de pensar se estava lutando com os Pemberton reais ou apenas com a versão holográfica deles. Parecia bem real na sua opinião e trazia ferimentos recentes em seu corpo que comprovavam sua teoria.
CLOUDY TOWER
SPIKE: Maldição, esse merda,não está se esforçando o suficiente, o nível de poder dele está ainda menor do que da primeira vez que lutamos. ( Praguejou, encarando o cristal de obsidiana no centro do círculo de sal, era responsável por medir o nivel de poder de Higor. Que no momento não era lá essas coisas)
KIMBERLEY: Irmão, você tem certeza que esse cara possue mesmo o poder da chama do Dragão, porque olha só pra ele, mas patético que isso impossível.
( disse, encarando a bola de cristal, ela segurava firme sua versão barbie vudu. A movendo de um lado para outro, como um avatar em jogo de realidade virtual.)
ZEKE: Ele só precisa da motivação certa, ele vai ceder, Deixa que eu cuido disso. ( Falou concentrando-se em seu próprio boneco. Tanto ele quanto o boneco vudu estavam envoltos por uma aurea verde fosforescente, que era emanada das mãos de James, o poder fluia por todo o seu corpo e era transferido para os Pemberton através de uma corrente energética magica. )
James encarou os olhos frios e cinzentos de Zeke por um instante, e não gostou nada do que viu refletido ali.
ALFEA
Zeke Parou por um instante com as investidas para que Higor pudesse observa-lo. Ele foi se afastando do garoto lentamente, depois parou, de repente, voltando a se posicionar a sua frente, porém a alguns metros de distância. Movia os braços teatralmente, fazendo movimentos repetitivos com as mãos sistematicamente.
Higor encarava a cena confuso,até que as intenções de Zeke ficaram claras, trazendo a tona o pior dele.
A imagem holográfica de Camilla tremeluziu, depois se tornou tão real quanto ele, as mãos de Zeke agarradas a seu pescoço, a expressão de pavor que Camilla trazia em seus olhos, Fez Higor voltar a fatídica noite, na qual segurou o corpo sem vida de sua namorada em seus braços, dilacerando novamente seu coração.
ZEKE: Eai Cara,Vai mostrar do que realmente é capaz, ou só vai assistir como um covarde sua namorada morrer de novo, só que desta vez, alerta de spoiler, serei eu que vou ter a honrra de quebrar o pescoço dela. ( Disse sadicamente, pressionado ainda mais seus dedos envolta do pescoço da garota. )
HIGOR: O único covarde aqui é você, seu merda, deixe-a em Paz seu filho da puta desprezível do caralho. ( Gritou, não sabia se as lágrimas que deixavam seus olhos eram de tristeza, Raiva, arrependimento ou remorço. Tudo o que sabia, era que não iria assistir Zeke mata-la novamente. )
CAMILLA: Por favor, Higor, me ajude, não deixe que ele me mate, não de novo. desta vez ,me salve. ( As palavras chorosas de Camilla atravessaram o coração de Higor feito uma lança, e seu odio por Zeke Pemberton se multiplicou dentro dele.)
CLOUDY TOWER
JAMES: Zeke, o que pensa que está fazendo? Para com isso, Já chega, isso já foi longe de mais. ZEKE! OLHA PRA MIM! Se você não parar com isso agora, eu paro. ( Disse indignado, encarava a cena incrédulo, não queria acreditar que o garoto pelo qual estava apaixonado estava prestes a cometer uma atrocidade daquela.)
James sinalizou que iria quebrar o círculo, mas Spike foi mais rápido, tomando uma atitude inesperada, que fez o garoto repensar sua ação.
SPIKE: Nem pense em fazer isso, se você quebrar o circulo eu juro por Merlim, que estouro os miolos delu. ( Falou, apontando uma pistola calibre vinte dois para a cabeça de Willow ( Arma essa que sacou do quadril subtamente. )
WILLOW: FILHO DA PUTA! ( Disse, fuzilando-o com o olhar repleto do mais puro odio que uma pessoa fosse capaz de sentir.)
Zeke ignorava completamente o que acontecia ao seu redor, concentrando toda a sua energia somente em um objetivo, forçar Higor a trazer a tona o poder da chama do Dragão.
ALFEA.
Higor atacou, investindo contra Zeke com tudo o que tinha, na intenção de livrar Camilla das mãos do bruxo, Mas Zeke foi mais rápido, ele quebrou o pescoço da garota sem piedade que caiu aos pés de Higor, o garoto a pegou novamente em seu colo sentindo a vida de Camilla esvair de seus braços.
Higor gritou o mais forte que seus pulmões pudessem aguentar, agarrado firmemente a garota, ela desfaleceu em seu colo , desaparecendo completamente como se nunca estivesse estado ali.
Higor explodiu trazendo finalmente a tona o poder que Zeke tanto almejava.
O corpo do garoto irrompeu em chamas, fortes e incandescentes daquelas que consomem absolutamente tudo que tiver pela frente, seus olhos mudaram, adotando um aspecto reptiliano, semelhante ao de uma cobra, era de um amarelo vibrante, chamas vermelhas se projetavam por trás das pupilas. Seus dentes foram substituídos por uma versão mais afiada deles mesmos. Eram pontudos e extremamente afiados. Garras tão pontudas e afiadas quanto os dentes se projetaram no lugar de suas unhas. E em determinados lugares de seu rosto surgiram escamas. Eram vermelhas com manchas negras. Ele rugiu e tudo ao seu redor explodiu, sendo totalmente consumido pelo fogo.
MATTHEW: Mas que porra é essa? ( Gritou, encarando o painel de controle da sala de comando entrar em curto, fumaça rompiam das teclas do computador, o grande telão trincou escurecendo completamente, antes que pudessem ver a transformação de Higor. )
FAYE: Temos que tirar Higor de lá agora ( Disse, correndo até a porta, Forçando a fechadura, porém sem sucesso, permanecia mais trancada do que nunca, Palladium correu para ajuda-la, mas também não teve sorte.)
CLOUDY TOWER
SPIKE: PUTA QUE PARIU! ( Vibrou, num misto de excitação e incrédulidade. )
A obsidiana no centro do círculo explodiu em um milhão de pedaços, pegando os Pemberton desprevenidos, os bonecos em suas mãos derreteram tão rapidamente que mais pareciam ser feitos de chocolate. James quebrou o circulo, rompendo o fluxo de energia que ligava o seu poder aos bruxos, ele cedeu sobre seus próprios joelhos, exausto.
KIMBERLEY: Vocês viram aquilo, não viram ? ele ... Mas que... porra foi aquela. ( Disse energica,passando as mãos pelos cabelos cor de rosa.)
SPIKE: Eu estava certo, Porra, por Crowley, eu estava certo, Vocês viram, aquele nível de poder, Porraaaaa! Eu consegui, finalmente consegui, encontrei o poder chama do Dragão. ( Disse animado, pulava pelo quarto feito um desvairado como se tivesse acabado de ganhar na loteria. )
Quanto menos esperava , Spike fora lançado contra a parede as suas costas, com brutalidade, envolto por uma aurea verde fosforescente.
SPIKE: Mas que porra. ( Esbravejou, dolorido, permanecia grudado a parede, os pés inertes do chão. )
JAMES: Jamais ameaçe um amigo meu na minha frente seu escroto do caralho. ( Disse, encarava Spike furioso, as mãos apontadas para o peito do rapaz, que continuava envolvido pela energia mágica que fluia dela.)
SPIKE: Você ia quebrar o circulo, não podia permitir isso,fiz o que era preciso,não é nada pessoal.
James ignorou a resposta do rapaz, dando as costas para ele, a aurea verde que o envolvia desapareceu, e ele despencou no assoalho de madeira. James caminhava decidido na direção da porta quando Zeke o interrompeu agarrando inesperadamente o braço do garoto.
ZEKE: James, espera, Eu....
JAMES: NÃO ZEKE, Fica longe de mim, eu não quero falar com você agora. (Disse incisivo, se desvencilhando dos dedos do rapaz, que se afastou imediatamente. Os olhos cinzas, nublados feito nuvens de tempestade.)
WILLOW: Spike, Spike, você achou mesmo que ia apontar uma arma pra minha cabeça e eu ia deixar por isso mesmo?
ZEKE: FUDEU!
SPIKE: Eu não achei porra nenhuma, eu já disse, fiz o que era preciso. E não vou me desculpar por isso.
Willow tirou uma adaga do bolso traseiro de sua saia de couro, destampou a lâmina, e a apontou na direção de Spike.
WILLOW: Enfie suas desculpas no cú querido, eu não preciso delas. Você não queria Magia vudu, essa é a verdadeira magia vudu. ( Disse,amputando a própria mão, chocando todos ao seu redor, a lâmina pingando o próprio sangue no piso de madeira.)
KIMBERLEY: Mas que porra é essa. ( Gritou horrorizada. )
Spike encarava Willow sem entender nada, até que tudo fez sentido, ele gritou, urrando de dor. Encarou horrorizado a própria mão deixar o braço, como se tivesse sido cortado por uma faca invisível.
SPIKE: QUE MERDA É ESSA! CARALHO, O QUE VOCÊ FEZ, FILHO DA PUTA. ( Gritou, a dor excruciante invadindo cada nervo de seu corpo.)
WILLOW: A para de ser frouxo, garanto a você que assim que recuperar a sua magia você mesmo dará um jeito de gruda-la de volta. Enquanto isso, encare como um aviso ou melhor um lembrete. Eu sempre posso ser pior Spike, lembre disso na próxima vez que precisar da minha ajuda. ( Disse, lhe enviando um beijo venenoso de longe, que se lhe tocasse os lábios o mataria na mesma hora. Deixou a sala desfilando sem olhar para trás. James Seguiu o amigue perplexo.
KIMBERLEY: Merda, É oficial, estou completamente apaixonada por elu. ( Disse dramaticamente, seguindo Willow com seus olhos verdes penetrantes até elu desaparecer de vista. )
JAMES: Puta que pariu, aquilo foi foda pra Caralho, por morgana, Sua mão. ( Disse, enquanto atravessavam o corredor.)
WILLOW: Não se preocupe, ela vai crescer de novo, quando eu menos esperar, e não doi nada se quer saber. Não posso dizer o mesmo de Spike, a dor que está sentindo agora não vai deixa-lo tão cedo, e isto é uma promessa.
ALFEA
O Professor Palladium usou magia na porta da sala de simulação, Faye passou por elas no momento em que foram abertas, ela correu imediatamente ao encontro de Higor, que se encontrava deitado no piso de obsidiana que era tão escuro quanto as paredes daquela sala, Dominó havia desaparecido, e a sala voltará ao seu estado normal de sempre. Higor parecia estar em uma espécie de transe, os olhos arregalados, a respiração contida, a expressão congelada, segurando os próprios joelhos em posição fetal, suas roupas não foram totalmente consumidas desta vez, pelo mesmo lhe restará as calças, que haviam sido chamuscadas pelo fogo. Faye ajoelhou-se ao lado dele, sem toca-lo, havia aprendido sua lição, pois se queimou da última vez que tocou nele, nessse estado, deixando a pele de sua mão em carne viva.
FAYE: Higor, sou eu, Faye, você pode me ouvir? ( Disse se esforçando muito para parecer calma , mas não obteve resposta.)
PALLADIUM: Garotos, preciso que se afastem ( Disse abrindo caminho entre um grupinho de alunos curiosos que se formava ao redor de Higor) Vou teletransportar Higor para a enfermaria.)
Faye assentiu com a cabeça, Estava quase ficando em pé quando Higor agarrou sua mão subtamente. A mão dele ainda estava quente mas não o suficiente para machuca-la. Ela voltou a ajoelhar ao lado dele. Que a encarava de costas para o chão. Agora consciente.
HIGOR: Por favor, não me deixe sozinho. ( Sua voz era fraca e suplicante.)
FAYE: Eu não vou a lugar nenhum.
Não tão longe dali, na sala da diretora, Faragonda assistia a cena em questão através de um espelho velho. Era tão alto quanto ela, encrustado de pedras precisosas que se perdiam no meio do ferrugem e da poeira parecia não ter sido usado a séculos. A expressão no rosto da fada era sério e preocupante. Ela deixou sua poltrona confortável, e se digiriu para mais perto do espelho, arrastando a bainha de seu vestido florido sobre o piso polido de calcário.
FARAGONDA: Está começando, isso não pode acontecer, não agora, está cedo demais. ( Disse a si mesma, sua expressão era dura, e seu reflexo no espelho recebeu esse fato em tom de surpresa quando se viu ali pela primeira vez naquela tarde.)
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